O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, em até 24 horas, sobre a possível exibição de um vídeo gravado por Eduardo Bolsonaro durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos Estados Unidos.A decisão foi motivada pela circulação de imagens nas redes sociais em que Eduardo afirma que mostraria o conteúdo ao pai. No vídeo, ele declara: “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta, tirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro”.Leia tambémFlávio Bolsonaro leva foto de Lula e Maduro a conferência conservadoraSenador critica Lula, fala em minerais raros e reforça agenda externaFlávio Bolsonaro recruta políticos de outros partidos para o PL e irrita aliadosMovimento do senador é mais intenso no Nordeste, onde o pai perdeu para Lula; no Paraná, 48 prefeitos deixaram o PLMoraes destacou que a prisão domiciliar concedida ao ex-presidente impõe restrições específicas, incluindo a proibição de uso de celular, redes sociais ou qualquer meio de comunicação externa, direta ou indireta. As regras também vedam a gravação ou recebimento de vídeos e áudios, mesmo por intermédio de terceiros.A medida que colocou Bolsonaro em prisão domiciliar foi autorizada no último dia 24, por um período inicial de 90 dias, após alta hospitalar para tratamento de broncopneumonia. A decisão estabelece que o cumprimento da pena ocorra integralmente na residência do ex-presidente, em Brasília, com controle rigoroso sobre visitas e comunicações.Segundo o despacho, qualquer descumprimento das condições impostas pode levar à revogação do benefício e ao retorno ao regime fechado ou à transferência para unidade hospitalar penitenciária.O episódio ocorre poucos dias após a defesa solicitar flexibilização das regras de visita, pedido negado pelo ministro. Atualmente, filhos que não residem com Bolsonaro podem visitá-lo apenas em dias e horários determinados, com restrição ao uso de aparelhos eletrônicos durante os encontros.Durante o evento nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro também afirmou que pretendia demonstrar que o pai não poderia ser silenciado e apresentou o senador Flávio Bolsonaro como “próximo presidente do Brasil”. A CPAC reuniu lideranças da direita internacional entre os dias 25 e 28 de março.The post Moraes cobra explicações sobre transmissão de Eduardo com o pai em evento nos EUA appeared first on InfoMoney.