Governo vai ao Recife destravar R$ 3 bi para recuperar áreas na Caatinga

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O Mapa (Ministério da Agricultura) vai ao Recife nesta quinta-feira (26) para tentar destravar o acesso de pequenos e médios produtores da Caatinga a R$ 3 bilhões voltados à recuperação de áreas degradadas, especialmente pastagens, por meio do programa Caminho Verde Brasil.“Os recursos do Caminho Verde Brasil para financiar projetos na Caatinga representam uma oportunidade muito especial para incluir os pequenos e médios produtores no programa e promover o desenvolvimento socioeconômico sustentável regional”, afirma o assessor especial do Mapa e Coordenador do programa, Carlos Augustin.A reunião, organizada pelo Ministério, reúne representantes da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), avicultores, Banco do Brasil, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Corteva e parceiros técnicos. Leia Mais Produção brasileira de soja deve somar 184,7 milhões de toneladas Ovos e carnes devem subir devido à guerra, afirma ABPA JBS mantém lucro estável no 4º tri de 2025 com margens menores nos EUA O foco é estruturar um modelo que permita que esses produtores acessem crédito para restaurar áreas degradadas e avançar para sistemas produtivos mais sustentáveis e rentáveis.Hoje, segundo o Mapa, boa parte dos agricultores do semiárido fica fora do sistema financeiro por falta de garantias, regularização fundiária ou histórico bancário, o que limita o acesso a financiamento e tecnologia.“Os pequenos agricultores do semiárido enfrentam muitos desafios para produzir e geralmente não conseguem tirar nem a subsistência de suas lavouras. Com crédito barato, assistência técnica e tecnologia, os produtores podem crescer, passar para uma produção comercial, rentável e com altos critérios de sustentabilidade”, destaca Augustin.A proposta em discussão é aproximar indústria e sistema financeiro para criar mecanismos de garantia, como parcerias em que empresas possam atuar como avalistas desses produtores, viabilizando o acesso aos recursos.Conflito no Oriente Médio ameaça agricultores brasileiros