Um incêndio atingiu a sala de controle do reator nuclear de pesquisa IEA-R1, localizado no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, nos dias 24 e 25 de março. O caso está sendo apurado pela Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), que deslocou inspetores ao local para avaliar os danos e possíveis riscos.De acordo com a ANSN, o incêndio teve natureza localizada e atingiu um conjunto de racks da instalação. As chamas afetaram o cabeamento sob o piso e chegaram ao teto em um ponto específico da sala. Uma cadeira nas proximidades também foi atingida pelo fogo.Os inspetores acessaram a sala de controle acompanhados pela equipe de proteção radiológica do operador e constataram a ausência de risco radiológico associado ao evento”, diz a nota da autoridade nuclear. Leia Mais Justiça derruba liminar e libera processo de caducidade da Enel SP TSEA anuncia fábrica nos EUA com investimento de US$ 25 milhões Brasileiros apoiam energia limpa, mas resistem pagar mais na conta de luz Apesar disso, a ANSN apontou pontos de atenção relacionados à segurança ocupacional. Há preocupação com a possível inalação de resíduos químicos gerados pela queima de materiais e pela fuligem acumulada no ambiente. Por esse motivo, será necessária a realização de limpeza industrial especializada antes da retomada plena das atividades no local.O órgão informou que continuará acompanhando o caso por meio de inspeções e verificações técnicas, a fim de garantir as condições de segurança da instalação. O reator IEA-R1 é utilizado para pesquisa e produção de radioisótopos, sendo uma das principais instalações do tipo no país.O Ipen é uma unidade técnico-científica da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Procurado, o órgão enviou uma nota divergente. Segundo o órgão, não foi constatado foco de incêndio e, sim, a presença de fumaça densa na sala de controle da instalação. “Não foi constatado foco de incêndio e sim a presença de fumaça densa na sala de controle da instalação. As evidências iniciais indicam a possibilidade de sobreaquecimento em painéis de distribuição, contendo componentes elétricos.”.