Ovos de Páscoa podem custar mais que dobro de tabletes, aponta Procon-SP

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Os ovos de Páscoa pesam mais no bolso do consumidor do que os tabletes de chocolate, mesmo quando possuem composição semelhante.É o que mostra um levantamento do Procon-SP publicado nesta segunda-feira (30), que identificou uma diferença média de 121,7% no preço por quilo entre os dois formatos na capital paulista.De acordo com a pesquisa, realizada durante o mês de março em 10 estabelecimentos distribuídos pelas cinco regiões da cidade, o quilo do tablete custa, em média, R$ 131,49.Já os ovos de chocolate, sem brinquedos, chegam a R$ 291,48 por quilo, mais que o dobro do valor. Leia Mais Confiança do comércio sobe pela 5ª vez seguida em março, mostra CNC Vendas de máquinas e equipamentos caem 13,6% em fevereiro, diz Abimaq Ovos de Páscoa: preços seguem pressionados mesmo com cacau nas mínimas O estudo analisou 162 itens típicos do período, incluindo chocolates, pescados e produtos para a ceia, e reforça uma percepção comum entre consumidores: o formato e o apelo sazonal influenciam diretamento no preço final do produto.No caso dos ovos, fatores como embalagem, licenciamento de marcas e características voltadas ao público infantil ajudam a explicar o encarecimento.Além da diferença entre formatos, o Procon-SP também encontrou variações significativas de preços entre estabelecimentos. Entre os chocolates, os ovos de Páscoa apresentaram diferenças de até 72% dependendo do local de compra, enquanto tabletes chegaram a variações superiores a 100%.Em comparação com 2025, os itens analisados tiveram aumento médio de 11,16%, número bem acima da inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que registrou variação de 3,81% nos últimos 12 meses.Embora os tabletes de chocolate permançam abaixo dos valores de ovos de Páscoa, o item está entre os produtos que registraram maior encarecimento, com alta de 31,6% nas gôndolas.Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços