A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, disse nesta segunda-feira (30) que estados e União têm o dever de agir para evitar aumento no preço dos combustíveis nas bombas – em função da escalada do valor do petróleo após o início da guerra no Oriente Médio entre Israel e EUA contra o Irã.“Estamos antenados 24 horas por dia. Está tendo conversas com os governadores e esperamos uma resposta positiva. Nós entendemos que todos têm que dar sua contribuição para que não haja aumento nas bombas”, disse Tebet em coletiva à imprensa.Segundo a ministra – que deixará o cargo nesta terça-feira (31) para se candidatar ao Senado por São Paulo – os governadores estão mais “sensíveis” a discutir a proposta, feita pelo Ministério da Fazenda, de subsídio ao diesel.“Acreditamos que teremos coisas novas e positivas quanto a isso muito em breve, estamos otimistas”, afirmou Tebet em referência às respostas que o governo aguarda de cada estado sobre aceitar ou não o plano de subvenção para o diesel. Leia Mais Decisão sobre subvenção de estados a diesel pode sair nesta terça (31) CVM promove demissões e mudanças em processos internos após caso Master Silveira deve permanecer no governo após pedido de Lula De acordo com Simone Tebet, o cenário de guerra e os desafios na economia exigem atuação conjunta entre os níveis estadual e federal para que “a população não seja prejudicada” e os preços dos combustíveis não aumentem excessivamente.“Nós temos que combater qualquer possível aumento em decorrência da guerra. Fazer de tudo para evitar que o preço suba, para no mínimo manter o preço, porque abaixar a gente sabe que não vai, então que, pelo menos, o combustível não suba, já que não vai ficar mais barato agora”, completou a ministra.Subvenção de R$ 1,20A “resposta” a qual Simone Tebet se referiu diz respeito à uma proposta, feita pelo Ministério da Fazenda, para que os estados e a União façam uma subvenção de R$ 1,20 por litro do diesel importado.Desse total, R$ 0,60 seriam arcados pelo governo federal e os outros R$ 0,60 seriam bancados pelos cofres públicos estaduais. A medida teria duração temporária, com vigor até 31 de maio.A proposta do governo se soma ao subsídio de R$ 0,32 anunciado em 12 de março – nessa outra frente, a União pagará subsídios a produtores e importadores de diesel, que precisarão repassar o valor ao preço de bomba do combustível.A ideia mais recente de dividir os custos da subvenção ao diesel foi elaborada após vários governos estaduais resistirem a zerar o ICMS da importação do diesel.Diesel: Governo cogita manter subsídio mesmo sem adesão total dos estados | CNN 360º