Trama Afetiva promove moda regenerativa com upcycling

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A plataforma de design social e pesquisa artística Trama Afetiva, idealizada por Jackson Araujo, na semana de 21 a 27 de março uma série de atividades abertas ao público com palestras sobre moda regenerativa e workshop de crochê. As ações fazem parte do projeto “Conexões Afetivas: Cultura de Vínculos Humanos, Culturais e Regenerativos”.Uma conversa conduzida por Jackson Araujo e Thais Losso abriu os trabalhos e propôs uma reflexão sobre os caminhos da moda regenerativa no contexto urbano, abordando temas como reaproveitamento de materiais, saberes manuais e a construção de redes colaborativas entre diferentes agentes da cadeia produtiva.Em seguida, o público participou de oficinas de crochê conduzido pela designer e artesã Bia Specian, voltado à experimentação de técnicas manuais com fios desenvolvidos a partir de náilon de guarda-chuvas descartados.Peças da Trama Afetiva feitas em crochê de fitas de náilon. Fotos: Bruna Castanheira | Modelo: Roberta Martins Leia também: 1.Roupas vão precisar de “Passaporte Verde” 2.Mercado de roupas usadas nos EUA cresce mais rápido que varejo A atividade faz parte do projeto Conexões Afetivas: Cultura de Vínculos Humanos, Culturais e Regenerativos, que também inclui oficinas colaborativas com o coletivo Flor de Kantuta, formado por mulheres costureiras voltadas à troca de saberes e ao desenvolvimento de protótipos, sempre a partir de resíduos têxteis urbanos. Os resultados dessas atividades deverão se desdobrar em uma exposição e um desfile, que serão anunciados em breve.O encontro abre espaço para discutir novos caminhos para a moda pela via do reaproveitamento de materiais, da valorização dos saberes manuais e da construção de redes colaborativas.Foto: Trama Afetiva Leia também: 1.Dicas de upcycling para móveis e decoração 2.Com arte e upcycling catadores transformam móveis descartados Objetivos ampliadosPara Jackson Araujo e Thais Losso, diretores criativos e de moda da Trama Afetiva, os objetivos das atividades do último dia 21 de março foram alcançados e, mais do que isso, foram deslocados.Eles explicam que as oficinas do projeto Conexões Afetivas, na Casa do Povo, não se propõem a cumprir objetivos de forma linear ou produtivista. O que se constrói ali é outro tipo de resultado: relacional, sensível e contínuo.Jackson Araujo e Thais Losso, diretores criativos e de moda da Trama Afetiva. Foto: Divulgação“Os objetivos foram alcançados na medida em que vínculos reais foram criados entre pessoas que antes não se conheciam; saberes foram compartilhados horizontalmente, especialmente entre mulheres artesãs, costureiras e catadoras; materiais descartados foram ressignificados em narrativas e objetos com valor simbólico e econômico; e, principalmente, instaurou-se um espaço de escuta, presença e construção coletiva”, celebra Jackson.Eles ressaltam que os objetivos também foram deslocados porque novas perguntas surgiram, mais importantes que os questionamentos iniciais; processos individuais ganharam autonomia e desejo de continuidade; a experiência extrapolou o tempo da oficina e passou a existir como rede.“Na lógica da Trama Afetiva, sucesso não é fechamento, é ativação. Se algo foi plenamente alcançado, foi a criação de um território afetivo, em que moda deixa de ser produto e passa a ser prática de vínculo, cuidado e regeneração”, explica Thais.Foto: Trama AfetivaOs diretores de moda avisam que o projeto Conexões Afetivas não terminou na sexta-feira, dia 27 de março: em breve as peças produzidas ganharão desfile e exposição, na Casa de Criadores, em julho deste ano. “Esse trabalho teve um novo início agora, nas relações que permanecem e nas costuras que estarão sendo feitas”, finaliza Jackson. Leia também: 1.Trama Afetiva une moda, design, meio ambiente e circularidade 2.Ultra-fresh fashion agrava custo ambiental da moda Moda para transformar o mundoFoto: Trama AfetivaA Trama Afetiva nasceu justamente com a ressignificação de náilons de guarda-chuvas descartados. Desde 2020, a iniciativa investiga o potencial desse material como matéria-prima para processos criativos e ações de impacto social. O trabalho articula uma rede que envolve costureiras, piloteiras, artesãs e catadoras, transformando resíduos urbanos em produções únicas. Dessa forma, amplia-se, com a prática, o debate sobre economia circular, regeneração e inclusão produtiva.Hoje, a Trama Afetiva é uma plataforma de design social e regenerativo que promove a economia circular por meio da ressignificação de resíduos têxteis. A iniciativa fomenta práticas sustentáveis na moda e no design. Por meio de projetos colaborativos, exposições e iniciativas educacionais, criando moda em peças de alto valor estético e cultural, promovendo impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.Jaqueta feita com nylon de guardas-chuvas descartados. Fotos: Trama AfetivaA matéria-prima principal são guardas-chuvas descartados, que são transformados em peças únicas, resistentes à água e corta-vento, interditando com muito estilo a ida do náilon para o aterro sanitário, onde levaria até 50 anos para se decompor. Em 2024, o trabalho da plataforma foi reconhecido pelo prêmio Fashion Futures, do Instituto C&A, na categoria Circularidade e Impacto Ambiental. Em 2026, a Trama Afetiva está indicada ao Prêmio da Moda Brasileira – FFWBrasil Fashion Awards, na categoria Change Maker.Quer saber mais? Acesse o Site Oficial  e siga a Trama Afetiva no Instagram.The post Trama Afetiva promove moda regenerativa com upcycling appeared first on CicloVivo.