Professor explica os próximos passos da prisão domiciliar de Bolsonaro

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A decisão que concedeu prisão domiciliar a Jair Bolsonaro (PL) por 90 dias tem gerado debates jurídicos sobre sua natureza e condições. Durante entrevista à CNN, Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense, esclareceu os aspectos legais que envolvem essa medida.Segundo Sampaio, a prisão domiciliar foi concedida principalmente por razões humanitárias relacionadas ao estado de saúde de Bolsonaro. “A prisão domiciliar é concedida, de acordo com a jurisprudência brasileira e até com a legislação, por razões relacionadas ao estado de saúde, razões humanitárias, razões pertinentes à idade e também quando temos os dois fatores conjugados”, explicou.O professor destacou que o prazo de 90 dias estabelecido pelo ministro Alexandre de Moraes é uma decisão incomum, mas dentro das prerrogativas da autoridade responsável pela execução da pena. “Esse prazo de 90 dias, ele realmente curioso. É um prazo propriamente para uma revisão daquilo que foi feito”, afirmou Sampaio, esclarecendo que a prisão domiciliar não constitui um regime de cumprimento de pena, mas uma modalidade de execução do regime fechado sob circunstâncias específicas. Moraes limita articulação política de Bolsonaro na largada eleitoral Alta de Bolsonaro depende de exames, dizem médicos Análise: Ala do PT vê domiciliar de Bolsonaro como "queda de vitimização" Condições para manutenção da prisão domiciliarSampaio alertou que a prisão domiciliar pode ser revogada caso haja violação das normas de segurança ou quando a causa justificadora dessa modalidade se encerra. Ele lembrou episódios anteriores: “Aconteceu no ano passado quando o presidente Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica e ele foi recolhido ao cárcere”.O histórico comportamental de Bolsonaro, segundo o professor, poderá influenciar a decisão de renovação da prisão domiciliar após os 90 dias iniciais. “Algo muito importante é que agora o ex-presidente colabore, que seus familiares colaborem e seus correligionários também, para que essa prisão domiciliar seja cumprida em conformidade com a segurança da execução da pena”, alertou.Sampaio fez questão de diferenciar a situação atual de Bolsonaro de episódios anteriores. “No ano passado, quando o presidente violou a tornozeleira eletrônica, ele não estava cumprindo pena privativa de liberdade em prisão definitiva decorrente de uma sentença criminal transitada em julgado”, explicou. “Agora ele está em prisão definitiva decorrente de sentença criminal transitada e julgada e, portanto, regulada pela Lei de Execução Penal”.O professor concluiu que, embora a decisão sobre a manutenção da prisão domiciliar após os 90 dias iniciais dependa principalmente da situação de saúde de Bolsonaro, o comportamento adequado durante este período será fundamental para evitar o retorno ao regime fechado tradicional. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.