A guerra no Oriente Médio abriu mais um choque para a economia global e está piorando as perspectivas de países que começavam a se recuperar de crises anteriores, segundo artigo do FMI (Fundo Monetário Internacional) publicado nesta segunda-feira (30). O Fundo afirma que o impacto é “global, mas assimétrico”, atingindo mais os importadores de energia, os países mais pobres e os que têm menos reservas.Nos preços de energia, o FMI aponta que o fechamento do Estreito de Ormuz e os danos à infraestrutura no Oriente Médio formam um dos maiores gargalos da história do mercado global de petróleo. Leia Mais Tesouro: Governo Central registra déficit primário de R$ 30 bi em fevereiro Veja o que países do G7 estão fazendo para lidar com alta da energia Membro do Fed diz que BC deveria cortar taxa de juros em 1 ponto percentual A instituição lembra que cerca de 25% a 30% do petróleo global e 20% do GNL (gás natural liquefeito) passam por Ormuz, o que eleva custos de combustível e insumos para grandes importadores na Ásia e Europa.A interrupção no envio de fertilizantes – cerca de um terço transita por Ormuz -, ainda eleva preocupações com os preços de alimentos, especialmente por coincidir com o início da temporada de plantio no Hemisfério Norte.“O conflito está remodelando rotas de transporte. O redirecionamento de petroleiros e navios de contêineres aumenta fretes e seguros, além de alongar prazos, e as interrupções no tráfego aéreo em hubs do Golfo afetam o turismo e adicionam complexidade ao comércio”, acrescenta.Jean Paul Prates comenta planos de investimento em refino da Petrobras | MONEY NEWSNos mercados financeiros, o FMI afirma que a guerra desestabilizou os ativos: bolsas globais caíram, juros de títulos subiram em economias avançadas e a volatilidade aumentou, apertando as condições financeiras no mundo.Nas economias de baixa renda, reservas menores e acesso restrito a mercado tornam o choque mais perigoso, sobretudo com contas de importação mais altas para combustível, fertilizantes e alimentos, alerta.Disparada do petróleo: Veja medidas que países estão adotando contra preços