O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou neste sábado (28), em mensagem publicada no Telegram, que o país passará a controlar a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz. Segundo ele, a travessia dependerá de autorização prévia de órgãos militares e de segurança, com restrições a navios classificados como “hostis”.O anúncio ocorre no marco de 30 dias de guerra, período que Araghchi classificou como uma “violação faturada do direito humanitário” e da soberania nacional do Irã.Ainda em comunicado, Araghchi afirmou que o bloqueio parcial e a insegurança no canal é uma “consequência direta” da agressão militar liderada por Estados Unidos e Israel.Em conversa telefônica com o chanceler da Grécia, Giorgos Gerapetritis, Araghchi declarou que Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano.O chanceler também emitiu um alerta aos países vizinhos que abrigam forças estrangeiras. “O Irã manterá operações defensivas contra as origens de ataques, incluindo bases militares e instalações logísticas situadas em territórios de terceiros na região.”Pelo lado grego, Gerapetritis expressou “profunda preocupação” com os impactos econômicos e de segurança da guerra, manifestando a esperança de que a estabilidade regional seja restaurada com brevidade. A Grécia, que possui uma das maiores frotas mercantes do mundo, é diretamente afetada por restrições de navegação em rotas estratégicas como a de Ormuz.*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.