As ações do GPA (PCAR3) operam em queda nesta segunda-feira (30) na bolsa de valores (B3) e figuram entre os destaques negativos do pregão.Os papéis abriram a sessão com recuo acentuado de cerca de 6%, a R$ 2,27, mas recuperaram parte das perdas e, por volta das 14h (horário de Brasília), eram negociados a R$ 2,32, com baixa menor, de 2,9%.No acumulado dos últimos 30 dias, as ações apresentam queda de aproximadamente 26%, enquanto, em 2026, chegam a cair 41%. Acompanhe o tempo real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "PCAR3", "PCAR3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "fbcf324"} ); ‘Situação financeira delicada’Segundo analistas consultados pelo Money Times, o movimento de baixa está diretamente relacionado à situação financeira da empresa, que se encontra em recuperação extrajudicial desde o início de março.“A situação do GPA é delicada e já era conhecida, mas a recuperação extrajudicial trouxe pressão adicional de venda”, afirmou à reportagem Fernando Siqueira, chefe de research da Eleven Financial.“É possível que o plano envolva a emissão de novas ações nos próximos meses, convertendo dívida em papéis, o que diluiria os atuais acionistas, gerando pressão adicional”, disse. Dívidas bilionáriasNo início deste mês, o GPA protocolou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas estimadas em cerca de R$ 4,5 bilhões.Entre os credores, estão nomes como Itaú, HSBC e Casas Bahia, sendo que essa última já pertenceu ao mesmo grupo que o dono da bandeira Pão de Açúcar. Veja aqui a lista completa.A recuperação extrajudicial, cabe ressaltar, é diferente da judicial. Nesse tipo de acordo, empresas renegociam parte das dívidas diretamente com determinados credores, com o objetivo de ganhar prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar o risco de falência.Mudanças na governançaAnalistas apontam ainda que parte da queda pode estar ligada a movimentos de acionistas grandes, após Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada pela companhia na última sexta-feira (27), que aprovou alterações na governança.Entre as mudanças, está a redução do mandato do conselho de administração. Os acionistas do GPA decidiram encurtar o prazo de mandato dos conselheiros de dois para um ano, com possibilidade de reeleição. A medida foi aprovada por ampla maioria e passa a valer já para o próximo ciclo.Também foi definido que o colegiado será composto por sete integrantes – número inferior ao limite máximo de nove, previsto no estatuto da empresa.Além disso, na mesma reunião, os acionistas elegeram a nova formação do conselho, com maioria de membros independentes.Entre os oito membros atuais, apenas Luiz Henrique Cunha deixará o cargo, enquanto os sete demais serão mantidos.Capítulo XEntre outros destaques da AGE, também chamou atenção a rejeição da exclusão do Capítulo X do estatuto social do GPA.Esse capítulo limita a 25% a participação que pode ser acumulada por um único acionista, sem que este tenha que realizar oferta pública de aquisição (OPA) para comprar todas as ações da empresa.