Furto de vírus na Unicamp: entenda decisão que soltou professora suspeita

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A professora Soledad Palameta Miller, da Unicamp (Universidade de Campinas), presa em flagrante pela PF (Polícia Federal) sob suspeita de furtar material biológico armazenado no Instituto de Biologia, em Campinas, foi liberada após audiência de custódia. A decisão considerou requisitos legais e condições pessoais da investigada.A magistrada destacou que a prisão preventiva é uma medida de caráter excepcional no sistema jurídico brasileiro, devendo ser evitada quando medidas cautelares alternativas forem suficientes para garantir a ordem e a efetividade do processo.A decisão considerou que a investigada possui residência fixa em Campinas, emprego fixo como docente e não possuía antecedentes criminais registrados. Leia Mais Furto de vírus na Unicamp: para onde foram as amostras de vírus Furto de vírus na Unicamp: o que sabemos sobre o caso PF investiga marido de pesquisadora por furto de material biológico na Unic Foi ressaltado que a conduta investigada, embora envolva riscos biológicos e crimes graves, não foi cometida com violência ou grave ameaça direta contra pessoas.O Ministério Público Federal (MPF) também se manifestou de forma favorável à liberdade provisória com a imposição de restrições.Liberdade provisóriaEmbora tenha sido concedido o direito de liberdade provisória, a juíza confirmou a existência de provas concretas do crime e indícios de autoria.Para assegurar a investigação, foram impostas as seguintes medidas restritivas:Pagamento de fiançaProibição de sair do paísComparecimento obrigatórioA professora responderá em liberdade pelos crimes de furto qualificado, fraude processual, transporte irregular de organismo geneticamente modificado e por expor a vida ou saúde de terceiros a perigo.