O Brasil registrou taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27). O número representa alta frente ao trimestre de setembro a novembro de 2025 (5,2%), mas queda de 1 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado (6,8%). A população desocupada totalizou 6,2 milhões de pessoas, aumento frente aos 5,6 milhões do trimestre anterior e queda de 14,8% em relação a fevereiro de 2025.Já a população ocupada somou 102,1 milhões de pessoas, com leve recuo de 0,8% em três meses e avanço de 1,5% no ano. O nível de ocupação ficou em 58,4%, enquanto a taxa composta de subutilização, que inclui trabalhadores desalentados, subocupados e parte da força de trabalho fora da jornada ideal, chegou a 14,1%, alta frente ao trimestre anterior (13,5%) e queda de 1,6 ponto percentual em 12 meses. A população subutilizada totalizou 16,1 milhões, crescimento de 4,4% no trimestre e recuo de 10,5% no ano.O rendimento real habitual médio foi de R$ 3.679, alta de 2,0% frente ao trimestre anterior e 5,2% na comparação anual. Entre os grupos de atividade, os maiores ganhos no trimestre foram registrados em Comércio e reparação de veículos (4,1%), Administração pública e serviços sociais (2,9%) e Outros serviços (11,2%). Já por posição na ocupação, destaque para empregados sem carteira assinada (4,2%) e servidores públicos (4,1%). A massa de rendimento real habitual ficou em R$ 371,1 bilhões, estável no trimestre e com crescimento de 6,9% em 12 meses.O número de trabalhadores informais caiu levemente para 37,5% da população ocupada, ou 38,3 milhões de pessoas, enquanto o trabalho por conta própria cresceu 3,2% no ano. O setor privado com carteira assinada manteve estabilidade em 39,2 milhões de empregados.