Real já é a terceira maior força no mercado de stablecoins, atrás de dólar e euro

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As stablecoins denominadas em real respondem por cerca de 10% do volume de mercado no segmento de criptoativos atrelados a moedas fiduciárias, desconsiderando os ativos vinculados ao dólar. Os dados foram apresentados em estudo da Visa em parceria com a Dune e mostram que os ativos denominados em real ficam atrás apenas daqueles lastreados em euro.As stablecoins não denominadas em dólar tiveram um crescimento de aproximadamente 300% desde janeiro de 2023, atingindo uma oferta de US$ 1,1 bilhão em fevereiro. No mesmo período, o volume total transferido com esses ativos chegou a US$ 10 bilhões, um aumento de 1.600%.Apesar do avanço, a adoção desses ativos ainda apresenta forte concentração. Cerca de 50% da oferta está em carteiras não identificadas, enquanto aproximadamente 25% está em exchanges centralizadas. Outros 13% permanecem em tesourarias de emissores e carteiras de governança, 7,5% estão alocados em protocolos de empréstimo e cerca de 2% em pools de liquidez em exchanges descentralizadas (DEXs).Os dados indicam que o mercado é dominado pelas stablecoins em euro, que representam mais de 80% da capitalização entre os ativos não denominados em dólar e cerca de 85% do volume de transferências nesse segmento. Apesar disso, essas moedas ainda representam uma fração mínima do mercado global, com participação próxima de 0,3% do total de stablecoins em circulação.Diferentemente do mercado de stablecoins em dólar — amplamente dominado pela Tether (USDT) —, no segmento em euro há predominância do produto da Circle, responsável por mais de 90% do volume de transferências. Esse nível de concentração indica um mercado ainda pouco diversificado.Na sequência de euro e real aparecem as stablecoins denominadas em iene japonês e dólar de Singapura, que vêm ganhando tração, embora ainda em escala menor. Outros mercados, como os de peso colombiano, peso mexicano, rand sul-africano, dólar canadense, dólar australiano e franco suíço, também apresentam crescimento a partir de bases reduzidas, mas com baixa adoção e menos de mil remetentes mensais na maioria dos casos.Os dados também apontam para padrões claros de uso. Ao excluir o impacto das stablecoins em euro, há uma queda significativa na atividade durante os fins de semana, o que sugere um comportamento mais alinhado a operações corporativas, como pagamentos, folha salarial e liquidação de tesouraria.Esse comportamento reforça a principal conclusão do estudo: ao contrário das stablecoins em dólar — amplamente utilizadas em aplicações de finanças descentralizadas (DeFi) —, os ativos denominados em outras moedas vêm sendo usados, sobretudo, como uma forma de “dinheiro local” no ambiente digital. Isso inclui casos de uso como pagamentos internacionais, remessas, liquidação entre empresas e gestão de caixa.Ainda assim, a presença em DeFi não é inexistente. Parte dos ativos está alocada em estratégias de empréstimo e liquidez, mas a maior parte da atividade observada reflete um uso mais transacional do que especulativo.Por fim, o estudo sugere que há um potencial significativo de crescimento. Caso as stablecoins em euro passem a capturar uma fração relevante do papel global da moeda, o mercado pode se expandir de forma expressiva. Projeções de instituições como a S&P Global indicam que esse segmento pode atingir entre US$ 25 bilhões e US$ 1,1 trilhão até o final da década.O mercado global de stablecoins, por sua vez, já ultrapassa US$ 310 bilhões, com a Tether (USDT) respondendo por mais de 60% da oferta e a USD Coin (USDC) por cerca de 25%.Liquidez sem vender as suas criptos: se você investe pensando no longo prazo, sabe que desmontar posição tem custo. Com o CriptoCrédito do MB, suas criptos viram garantia para um empréstimo liberado de forma rápida. Dinheiro em até 5 minutos, sem burocracia, direto no app!O post Real já é a terceira maior força no mercado de stablecoins, atrás de dólar e euro apareceu primeiro em Portal do Bitcoin.