A empresa de restauração florestal Re.Green venceu, nesta quarta-feira (25), o leilão de concessão da Floresta Nacional do Bom Futuro, localizada em Porto Velho (RO).A empresa terá o direito de gerir uma área de 59 mil hectares por um período de 40 anos.Apesar da baixa concorrência — atribuída pelo mercado ao alto risco da operação e à exigência de aportes iniciais elevados —, a Re.Green apresentou uma proposta, sem valores fixos, de repassar ao governo federal 0,70% de toda a receita operacional bruta gerada na gestão da floresta.O valor estimado do investimento é de R$ 86,7 milhões. Leia Mais Crise do petróleo pode beneficiar gigantes chinesas de veículos elétricos Cade aprova operação de capitalização da Simpar com BNDESPar Governo libera R$ 15 bilhões em linhas de crédito para exportadores O certame, realizado na B3, em São Paulo, é considerado um marco histórico para a agenda verde do país por ser o primeiro projeto federal onde a principal fonte de receita não é a extração de madeira, mas sim a restauração da biodiversidade e a geração de créditos de carbono.A Re.Green, que tem entre seus cofundadores o cineasta João Moreira Salles e conta com o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga no conselho, foi a única proponente do leilão.Avanço tecnológico precisa chegar a reguladores, diz professor | MONEY NEWSO modelo de negócio baseia-se na venda de créditos de carbono para o mercado externo, especialmente para empresas europeias que buscam neutralizar suas emissões para evitar multas regulatórias pesadas.Diferente das concessões tradicionais feitas desde 2006, o foco na Bom Futuro é inverter a lógica extrativista. Em uma região com histórico grave de invasões e desmatamento, a vencedora lucrará “colocando a floresta de pé”.Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil