A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou pesquisa nesta quarta-feira (25) que mostra que 61% das indústrias brasileiras inovaram nos últimos três anos. Segundo a entidade, o foco das empresas tem sido a modernização interna: 69% direcionaram seus esforços para a melhoria de processos produtivos.Como consequência disso, 38% das indústrias registraram o aumento de produtividade como o principal resultado alcançado, seguido por acesso a novos mercados (21%) e redução de custos (19%). Leia Mais Crise do petróleo pode beneficiar gigantes chinesas de veículos elétricos Cade aprova operação de capitalização da Simpar com BNDESPar Governo libera R$ 15 bilhões em linhas de crédito para exportadores “O nosso objetivo é fortalecer o ecossistema nacional de ciência e tecnologia, promover um diálogo direto entre o setor público e o privado e propor soluções reais para destravar o acesso aos instrumentos de fomento no Brasil“, explica o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes.BurocraciaDe acordo com a pesquisa, 36% dos empresários afirmaram que o excesso de burocracia é o maior entrave. A região Nordeste é a que mais sente esse aspecto, com a percepção de 48% dos industriais, enquanto o Sudeste é a região com menos impacto, com 32%.Minerais críticos: projetos buscam alternativas de financiamento | ABERTURA DE MERCADOQuatro em cada 10 empresários (42%) afirmam que nem sequer tentaram acessar os instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice é maior no Nordeste (45%) e no Sudeste (44%) menor no Norte/Centro-Oeste (29%).A pesquisa foi encomendada pela CNI ao instituto Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, da FSB Holding. Foram entrevistados, por telefone, executivos de 1.002 empresas industriais (502 de pequeno porte e 500 de médio e grande porte), distribuídas proporcionalmente por todas as regiões do país. O período de campo ocorreu entre 3 e 25 de fevereiro de 2026.Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no BrasilCom alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil