O Ibovespa (IBOV) tem um dia agitado pela frente. As atenções são divididas pela prévia de inflação, que desacelerou em março na comparação com fevereiro, mas apresentou alta acima do esperado; Relatório de Política Monetária (RPM) do Banco Central e o cenário político. Uma nova escalada no conflito no Irã também está no radar dos investidores. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava com queda de 1,10%, aos 183.394.41 pontos. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "IBOV", "IBOV" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "e480929"} ); O dólar à vista opera em alta ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,2367 (+0,32%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, tinha avanço de 0,25%, aos 99,845 pontos.Day Trade: Compre Isa Energia (ISAE4) e venda MRV (MRVE3) para ganhar até 1,45% hoje (26), segundo a ÁgoraRadar do Mercado:Bradesco (BBDC4), Americanas (AMER3), Azul (AZUL53) e outros destaques5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (26)1 – Prévia da inflaçãoA prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,44% em março, puxada por Alimentação e Bebidas e Despesas Pesoais, segundo dado divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (26), e fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 3,90%.O número desacelerou em relação à variação de +0,84% e de 4,10% no acumulado dos últimos 12 meses, registrados em fevereiros, permanecendo dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.A estimativa era de alta de 0,29% neste mês, de acordo com a mediana das projeções do Broadcast.CONFIRA OS NÚMEROS EM DETALHES: IPCA-15: Prévia da inflação sobe 0,44% em março, acima das expectativasPara Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, destaca que o IPCA-15 ainda não foi “muito” afetado pelo aumento de preços decorrentes da guerrra no Irã. “A expectativa é que a pressão em preços de combustíveis, entre outros, venha no IPCA de março em diante”. 2 – Relatório de Política MonetáriaO Banco Central revisou para cima suas projeções de inflação no chamado horizonte relevante — o período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os efeitos de sua política sobre a economia.Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM) divulgado nesta quinta-feira (26), a expectativa para o terceiro trimestre de 2027 subiu 0,1 ponto percentual, para 3,3%.“Os riscos para a inflação, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio”, destacou o BC.O relatório projeta que a inflação continuará subindo até o fim de 2026, antes de retomar trajetória de queda, mas mantendo-se acima da meta de 3%.LEIA MAIS EM: Banco Central revisa inflação para cima diante da guerra do Irã e disparada do petróleo3 – Gol (GOOL54) deixará a B3A Gol Linhas Aéreas Inteligentes (GOLL54) comunicou ao mercado que todo o seu patrimônio, bem como o da Gol Investment Brasil (GIB), será incorporado pela Gol Linhas Aéreas S.A. (GLA), segundo fato relevante divulgado ao mercado na noite de quarta-feira (25).A efetivação da incorporação está marcada para o dia 1º de abril. Em decorrência da operação, a companhia será extinta, deixando de ter seus valores mobiliários negociados na B3. Amanhã, 27 de março, é o último dia de negociação das ações GOLL54 e dos bônus de subscrição da companhia (GOLL80).4 – Negociações de cessar-fogo no Oriente MédioO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã está desesperado por um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, mas que os negociadores iranianos são “estranhos”. “Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos’. Eles estão ‘implorando’ para que façamos um acordo, o que deveriam estar fazendo, já que foram militarmente aniquilados, sem nenhuma chance de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas ‘analisando nossa proposta'”, disse Trump na Truth Social, na manhã de hoje. Até agora, autoridades do Irã têm negado as negociações para um cessar-fogo. Ontem (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que, embora não tenha havido diálogo ou negociação com os EUA, várias mensagens foram trocadas por meio de intermediários.“Mensagens sendo transmitidas por meio de nossos países amigos e nós respondendo, declarando nossas posições ou emitindo os avisos necessários, não é o que chamamos de negociação ou diálogo”, disse Araqchi em uma entrevista à televisão estatal. 5 – Impactos da Guerra no IrãOs bancos da zona do euro têm exposição direta limitada à guerra no Oriente Médio, mas o conflito ainda pode gerar estresse sistêmico devido às vulnerabilidades interconectadas, disse o vice-presidente do Banco Central Europeu, Luis de Guindos, nesta quinta-feira.“Até o momento, as repercussões no setor financeiro da zona do euro permaneceram contidas”, disse de Guindos em um discurso. “As exposições diretas dos bancos à região são limitadas, e o sistema bancário está bem posicionado, com forte lucratividade e robustos amortecedores de capital e liquidez.”Ainda assim, há um risco mais amplo, dadas as interconexões no sistema financeiro, disse de Guindos, cujas funções no BCE incluem o monitoramento da estabilidade financeira.“Em meio a uma incerteza global já elevada, esse conflito poderia desencadear o desdobramento de vulnerabilidades interconectadas e causar estresse sistêmico”, disse ele.*Com informações de Reuters