Com a privatização cada vez mais próxima, o Safra decidiu elevar o preço-alvo da Copasa (CSMG3) de R$ 49 para R$ 65. Apesar da revisão, o novo target ainda embute um potencial de alta de apenas 15%, considerando o fechamento da última quarta-feira (26). A recomendação foi mantida em neutra.De toda forma, os analistas avaliam que o cenário hoje reúne mais fatores positivos do que negativos. No relatório, a equipe incorporou a extensão do contrato de concessão de Belo Horizonte (BH), além de atualizar as estimativas de corte de custos e incluir a revisão tarifária final.Para o Safra, o papel negocia com uma TIR (taxa interna de retorno) de 10%. Ainda assim, os analistas destacam que, em um cenário de privatização, o preço-alvo poderia chegar a R$ 80 — refletindo ganhos de eficiência, maior reembolso de capex (investimentos) e uma taxa de desconto menor. Nesse caso, o potencial de valorização seria de cerca de 42%.Por outro lado, em um cenário adverso — com a não privatização da companhia e deterioração do ambiente regulatório e operacional — o preço-alvo poderia cair para R$ 40.Copasa assina com BHApesar de ter retirado um peso relevante com a renovação do contrato com Belo Horizonte, principal mercado da companhia, os analistas não consideram o tema totalmente resolvido. O Safra ressalta que os termos dessa extensão ainda não foram divulgados.Além disso, o governo ainda precisa obter aprovação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para avançar com a privatização.Consequentemente, ainda há etapas importantes pendentes antes da conclusão do processo. Em um cenário mais pessimista, caso a privatização naufrague, podem surgir novas preocupações relacionadas ao ciclo eleitoral. Um eventual novo governador poderia alterar a gestão da empresa, revisar metas de investimento e influenciar o ambiente regulatório.“De qualquer forma, a privatização parece mais provável neste estágio”.Em outro relatório, o Itaú BBA afirma que a aprovação da extensão contratual é um marco relevante e um importante fator de redução de risco para o processo de privatização.Atualmente, o contrato com Belo Horizonte representa cerca de 30% da receita da Copasa e uma parcela significativa do valor econômico da companhia — o que aumenta a visibilidade antes de uma eventual oferta pública de aquisição