Master: MPTCU pede apuração sobre Jhonatan de Jesus e fala em suspeição

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 O subprocurador-geral do MPTCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União), Lucas Rocha Furtado, solicitou uma apuração à corregedoria do tribunal sobre a conduta do ministro Jhonatan de Jesus no caso do Banco Master e sugere sua suspeição à depender dos elementos colhidos.O pedido acontece após novos documentos aumentarem a pressão sobre o ministro. Como mostrou a CNN Brasil, Jhonatan de Jesus recebeu um pedido de Daniel Vorcaro, do Banco Master, para realizar uma inspeção no BC (Banco Master) e dias depois determinou a auditoria in loco.Lucas Furtado pede a apuração sobre “eventual descumprimento, por parte do ministro, dos deveres funcionais e éticos no relacionamento com Daniel Vorcaro, seus representantes ou demais interessados”. A solicitação foi encaminhada ao ministro corregedor, Jorge Oliveira. Leia Mais "Mercado de petróleo está bem abastecido", diz Bessent, do Tesouro dos EUA Galípolo: Maioria dos inadimplentes está relacionado a rotativo H&M alerta que guerra prolongada pode afetar consumidores Após os documentos serem colhidos e apurados, o subprocurador-geral sugere análises sobre a necessidade de propor a “suspeição” do ministro no caso do Banco Master e de recomendar ao plenário do TCU a redistribuição destes processos a outro membro da Corte.Em nota enviada à CNN Brasil, o ministro Jhonatan de Jesus diz que “não procede a afirmação de que o ministro tenha atendido a pedidos de Daniel Vorcaro ao determinar a realização de inspeção no Banco Central”.“A inspeção autorizada foi determinada com base nos elementos constantes daqueles autos, especialmente na representação do Ministério Público junto ao TCU e na proposta formulada, nesse processo, pela unidade técnica competente, a AudBancos, como medida instrutória necessária ao adequado exame da matéria”, afirmou o ministro.Pedido de VorcaroSegundo documentos aos quais a CNN Brasil teve acesso, Daniel Vorcaro fez ao menos cinco pedidos ao ministro no dia 16 de dezembro:Uma inspeção no Banco Central para verificar “se os procedimentos internos foram adequadamente seguidos na análise do pleito de ingresso do BRB no capital social e no grupo de controle do Banco Master”;Uma investigação sobre as razões da decretação da liquidação do Master com foco em possível descumprimento da legislação e dos precedentes da próprio Banco Central;Proibição, até a conclusão do processo no TCU, de qualquer decisão do Banco Central que autorize o liquidante do Master a vender bens do conglomerado, salvo se houver anuência do ministro Jhonatan de Jesus;Revisão dos atos do presidente do Banco Central envolvendo o Banco Master, incluindo a decretação da liquidação;Sigilo absoluto do processo no TCU, mantendo informações acessíveis apenas ao presidente do BC, ao liquidante, aos advogados de Vorcaro e ao ministro Dias Toffoli, então relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal).Dois dias depois, Jhonatan de Jesus emitiu um despacho afirmando que “vislumbrava a possibilidade de adotar medidas cautelares contra o Banco Central”, incluindo uma determinação para que o órgão não promovesse a venda de bens do Master e realização de uma inspeção no BC.No começo do mês seguinte, o ministro soltou outro documento, alertando novamente para a possibilidade de impedir a venda de bens de Vorcaro no âmbito da liquidação e determinando uma inspeção com a “máxima urgência” na autoridade monetária.Volpon: BC agiu de forma correta impedindo venda do Master ao BRB | ABERTURA DE MERCADOLeia a nota do ministro Jhonatan de Jesus:“Não procede a afirmação de que o ministro Jhonatan de Jesus tenha atendido a pedidos de Daniel Vorcaro ao determinar a realização de inspeção no Banco Central.A inspeção autorizada no TC 022.950/2025-7 foi determinada com base nos elementos constantes daqueles autos, especialmente na representação do Ministério Público junto ao TCU e na proposta formulada, nesse processo, pela unidade técnica competente, a AudBancos, como medida instrutória necessária ao adequado exame da matéria.Registre-se, ainda, que a realização de inspeção no Banco Central já vinha sendo cogitada no âmbito técnico do Tribunal anteriormente, tendo a mesma unidade técnica proposto, em 12/9/2025, no TC 008.216/2025-8, a autorização de inspeção no BCB.Quanto ao requerimento protocolado em 16/12/2025 no TC 008.216/2025-8, esclarece-se que, embora esse processo estivesse em fase recursal sob a relatoria de outro ministro do TCU, os autos haviam sido remetidos ao gabinete do ministro Jhonatan de Jesus, na condição de relator original, para finalidade específica relacionada às petições apresentadas pelo Distrito Federal. Por essa razão, o ministro não apreciou o referido requerimento, por não se inserir no objeto da remessa.Os despachos de 18/12/2025 e 5/1/2026 no TC 022.950/2025-7 observaram, portanto, critérios técnicos e processuais, com base nos elementos constantes dos autos, nas manifestações da unidade técnica especializada e na necessidade de obtenção de elementos primários para a adequada instrução do caso.”Quebra de bancos: como funciona a proteção do FGC aos clientes