Nome apontado como o um dos mais viáveis para uma terceira via na campanha presidencial de 2026, o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), divulgou nota nesta segunda-feira (23) desistindo de sua pré-candidatura à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Segundo a nota, o governador paranaense “decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano”, ou seja, ele não deve ser candidato a qualquer cargo público em 2026, pois encerra seu segundo mandato. Ele foi eleito em 2028 reeleito para o cargo em 2022. “Ao encerrar em dezembro essa fase de sua vida, Ratinho Júnior pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho”, informou. “Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD que escolherá candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano”, completou.No documento, a assessoria do governador informa que a decisão foi tomada na noite de domingo (22), “pós profunda reflexão com sua família” e que o presidente do partido, Gilberto Kassab, foi informado nesta segunda-feira da decisão.“Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná. Sob a gestão de Ratinho Junior, que alcançou 85% de aprovação, o Estado se consolidou como a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, o maior investimento em infraestrutura da história, e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade no Brasil”, informa a notaA assessoria de Kassab informou que não há qualquer definição ou mesmo posição do presidente do PSD sobre a decisão de Ratinho Junior.“O governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações”, concluiu.O PSD pode optar pelas candidaturas dos governadores Ronaldo Caiado, de Goiás, ou de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul para presidente de República. O partido pode também não lançar nomes ao Planalto, ou anunciar o apoio a um dos dois favoritos e líderes nas pesquisas: Lula ou Flávio Bolsonaro (PL)