Julgamento Henry Borel: “sinto que mataram meu filho pela 2ª vez”, diz pai

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O início do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, acusados pela morte de Henry Borel, foi interrompido nesta segunda-feira (23) após a bancada de defesa do ex-vereador abandonar o plenário do II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.Diante da conduta, a juíza Elizabeth Machado Louro dissolveu o conselho de sentença e deve remarcar a sessão.Leniel Borel, pai da vítima e assistente de acusação, classificou a estratégia como “terrorismo” e afirmou sentir que “assassinaram o Henry pela segunda vez”.A magistrada, no entanto, declarou a manobra como um ato atentatório contra a dignidade da justiça, argumentando que a conduta desrespeita orientações do Supremo Tribunal Federal (STF) para a celeridade do caso.Como consequência, a juíza condenou os cinco advogados da defesa ao pagamento das despesas processuais e solicitou a apuração de infrações ético-disciplinares junto à OAB.O tribunal também oficiou a Defensoria Pública para assumir o caso de Jairo Souza Santos Júnior caso ocorra novo abandono na data futura.Soltura de Monique MedeirosA interrupção do julgamento resultou na decisão de relaxamento da prisão de Monique Medeiros.A juíza entendeu que a ré não contribuiu para o adiamento, uma vez que sua defesa estava pronta para o início dos trabalhos.A manutenção da custódia foi considerada constrangimento ilegal por excesso de prazo, visto que o atraso na marcha processual foi imputado exclusivamente à defesa do corréu.O Ministério Público anunciou que pretende recorrer da decisão de soltura. Por outro lado, a prisão preventiva de Dr. Jairinho foi mantida.O magistrado fundamentou a permanência do réu no cárcere pela gravidade dos crimes e pela tentativa da defesa de interferir no andamento do processo.Histórico do caso Henry BorelHenry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou 23 lesões corporais e indicou como causa da morte hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente.Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.A acusação sustenta que o menino sofria agressões do padrasto com o conhecimento da mãe.O caso motivou a sanção da Lei Henry Borel, que tornou hediondo o homicídio contra menores de 14 anos.O post Julgamento Henry Borel: “sinto que mataram meu filho pela 2ª vez”, diz pai apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.