XP mantém otimismo com construtoras de baixa renda e revela ação favorita; veja qual

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A XP Investimentos mantém uma visão positiva para as construtoras voltadas ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e tem a Cury (CURY3) como sua principal escolha (top pick) no segmento.Em relatório, os analistas Ygor Altero e João Rodrigues afirmaram que a companhia, junto à Direcional (DIRR3), deve ser uma das mais contempladas com as melhorias regulatórias e de financiamento no setor de baixa renda.Recursos para habitaçãoPara a equipe, a Cury é vista como uma das beneficiárias diretas do aumento de recursos para habitação provenientes do Fundo Social, que é abastecido por royalties de petróleo pagos à União.A dupla estima que o fundo, que surgiu em 2010, pode destinar até R$ 30 bilhões para habitação em 2026, com foco especial na Faixa 3 do MCMV, em que a construtora tem forte atuação.Reforma do Imposto de RendaOs analistas destacaram ainda que a reforma do Imposto de Renda (IR), em vigor desde o início de janeiro, tem aumentado a renda disponível das famílias e incentivado a formalização, já que trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês estão isentos da cobrança.Na visão da XP, o poder de compra maior poderá expandir a base de clientes elegíveis para os imóveis da Cury, além do potencial de mercado.“Estimamos, com base no último censo do IBGE de 2022, que a reforma do IR impacta diretamente cerca de 20,4 milhões de pessoas na faixa de renda entre R$ 2.824 e R$ 5 mil, que agora se tornam totalmente isentas”, afirmou a corretora.“Além disso, cerca de 4,7 milhões de trabalhadores informais com rendimentos acima de R$ 5 mil terão um maior incentivo para formalizar a renda, o que poderá aumentar o valor venal permitido para o arrendamento”, acrescentou.Alterações no MCMVA dupla também destacou, como ponto positivo, os possíveis aprimoramentos ao Minha Casa, Minha Vida. Nesta terça-feira (24), ocorrerá a primeira reunião do Conselho Curador do FGTS para discutir mudanças no benefício habitacional.  A XP espera que seja proposto um aumento dos limites de renda e dos tetos de preço em todas as faixas, o que beneficiará as construtoras que atuam no programa.Além de Cury e Direcional, o relatório cita que Tenda (TEND3), Plano & Plano (PLPL3) e MRV (MRVE3) também devem ser as mais favorecidas com as alterações.O copo meio vazioApesar da perspectiva positiva, os analistas ressaltam que os principais riscos para o setor atualmente incluem:Escassez de mão de obra e a mudança de escala para o regime 6×1;Pressões inflacionárias devido aos conflitos geopolíticos prolongados e preços mais altos do petróleo;Deterioração fiscal após as eleições de 2026;Aumento da competição caso as condições macroeconômicas melhorem.