Depois da saída de David Lee Roth em 1985, Eddie Van Halen estava perdido sobre os próximos passos do Van Halen. O primeiro nome que ele considerou para substituí-lo foi Patty Smyth, líder do Scandal — cujo clipe do hit “The Warrior” rodava incessantemente na MTV. Na época, Smyth era casada com o músico e poeta Richard Hell e estava grávida de oito meses. Apesar da afinidade imediata entre Eddie e Patty, Alex Van Halen e Michael Anthony vetaram a ideia.Após essa tentativa frustrada, Eddie pensou em um projeto com Pete Townshend. Mas o guitarrista do The Who respondeu por telegrama que não queria trabalhar nos Estados Unidos, preferindo permanecer na Inglaterra. A recusa pegou Eddie de surpresa, já que ele planejara gravar tudo no estúdio 5150, recém-construído em sua casa.Enquanto esperava que a formação original se reunisse, a Warner Brothers pressionou Eddie a tirar um tempo e produzir um álbum solo. Ele chegou a propor um projeto com múltiplos convidados — entre eles Joe Cocker, Phil Collins e Mike Rutherford —, mas Alex convenceu-o a desistir. Como Eddie mais tarde ressaltou, “Van Halen sempre foi mais do que uma banda; é família”.Então, uma ligação mudou tudo. Um novo vocalista entraria em cena, transformando planos incertos em uma nova era — a que daria origem ao álbum “5150” e redefiniria a trajetória da banda.O telefonema que mudou o rumo do Van HalenPontes entre músicos raramente surgem por acaso. No meio artístico — sobretudo antes da era das redes sociais — elas costumavam ser construídas por uma rede informal que ia do pessoal da graxa aos executivos de gravadora. Sempre havia alguém que conhecia alguém: um fulano amigo de ciclano, que por sua vez era próximo de beltrano. Intermediários, nesse contexto, não eram apenas úteis — eram muitas vezes decisivos.No caso da ligação que aproximaria Eddie Van Halen do futuro vocalista do Van Halen, porém, o elo inesperado não veio da indústria musical, mas de um mecânico de automóveis.Não um mecânico qualquer. O italiano Claudio Zampolli era um especialista em carros de luxo importados e mantinha em Van Nuys, na Califórnia, uma oficina/showroom frequentada por celebridades com gosto por máquinas vultosas. Entre seus clientes estavam tanto Eddie — proprietário de alguns Lamborghinis — quanto Sammy Hagar, dono de uma Ferrari 512 que aparece no videoclipe de “I Can’t Drive 55”. Em um encontro casual no local, Zampolli comentou com o guitarrista que Hagar provavelmente ficaria feliz em receber um telefonema.A conexão não era totalmente aleatória. Hagar já havia cruzado o caminho do Van Halen em outras ocasiões. Seus primeiros discos com o Montrose — “Montrose” (1973) e “Paper Money” (1974) — serviram como laboratório para as técnicas de produção da dupla Ted Templeman e Donn Landee, responsáveis pelos seis primeiros álbuns do Van Halen. Além disso, “Make It Last”, composta por Hagar e presente no debut do Montrose, chegou a integrar o repertório do Van Halen nos tempos em que a banda tocava covers em 1974.Em seu livro “Ted Templeman: A Platinum Producer’s Life in Music” (ECW Press, 2020), Templeman conta que considerou sugerir Hagar para o Van Halen ainda em 1977, um ano antes do lançamento do álbum de estreia. O produtor não era o maior fã de David Lee Roth.“Como performer e cantor, ele [Roth] me decepcionou. A presença de palco dele era estranha e ele não cantava tão bem. […] Pensava: o que vou fazer com essa banda se a contratarmos e o vocalista não aguentar a pressão? Poderia transformar o guitarrista em artista solo. Eu me vi pensando em dispensar o vocalista por um cantor mais forte, como Sammy Hagar, do Montrose. Pensei: ‘cara, esse seria o vocalista perfeito para o Van Halen’.”Van Halen e Montrose também dividiram eventos e festivais ao longo dos anos — embora a turnê conjunta tenha ocorrido apenas depois que Hagar já havia deixado seu primeiro grupo. Em sua autobiografia “Red: My Uncensored Life in Rock” (It Books, 2011), o cantor recorda ter encontrado Eddie apenas brevemente algumas vezes:“A gente já tinha tocado em alguns festivais grandes juntos quando ele apareceu no meu camarim e soltou: ‘Cara, sou muito fã do Montrose’. Pensei comigo mesmo: ‘Que sujeito bacana’. Fiquei impressionado com a humildade dele.”No início de 1985, quando o destino voltou a aproximá-los, Hagar passava por um momento de transição. Aos 37 anos, reorganizava sua carreira solo e havia acabado de experimentar uma empreitada paralela: o supergrupo HSAS, ao lado do guitarrista Neal Schon (Journey), do baixista Kenny Aaronson (Foghat) e do baterista Michael Shrieve (Santana).Foi nesse contexto que o telefone tocou em sua casa. Hagar estava na cozinha com a esposa, Betsy, quando atendeu. Do outro lado da linha estava Eddie Van Halen. Em “Red”, o cantor lembra do diálogo:“‘E aí, cara, o que você tá fazendo?’, ele perguntou. Contei que tinha acabado de voltar de turnê e estava cuidando do pé. ‘Você não quer vir aqui tocar um som? Quem sabe até entrar pro Van Halen?’. Minha resposta foi curta: ‘Agora não. Tô acabado. Adoraria te conhecer, mas…’. Ele não desistiu: ‘Que tal amanhã?’. ‘Não, cara, não dá. Preciso de uns dois dias, pelo menos. Te ligo depois.’”Apesar da resposta inicialmente evasiva, Hagar admitiria depois que sentiu algo difícil de explicar naquele momento — “borboletas no estômago”, como descreveu, quase uma sensação de destino se insinuando. Depois de desligar, começou a refletir sobre as possibilidades. Talvez pudesse convidar Eddie para tocar em sua própria banda; um virtuoso como ele certamente cairia bem. Ou quem sabe escrever algumas músicas juntos e tê-lo como convidado em seu próximo disco. A admiração, aliás, era mútua.Quando os dois lados finalmente se encontraram, a primeira tentativa de aproximação ocorreu em um ambiente pouco inspirador: uma sala de reuniões de gravadora, cercada por empresários, agentes e advogados discutindo minutas contratuais. O clima burocrático ameaçava esfriar qualquer química musical que pudesse haver ali. Durante um intervalo para fumar, porém, os quatro músicos decidiram resolver a questão da maneira mais direta possível: tocar primeiro, discutir o resto depois.No encontro com Eddie e Alex Van Halen, Hagar experimentou algumas ideias para “Summer Nights”, uma das músicas que a banda já havia ensaiado com David Lee Roth antes da ruptura. A sintonia apareceu rapidamente. Como recordaria Eddie: “Tudo avançou num piscar de olhos: em apenas vinte minutos, a música estava pronta.”Outra faixa em gestação naquele período era “Good Enough”. Eddie lembraria que os ensaios finais com Roth haviam sido breves e dispersos: “Foram cerca de sete dias de ensaio com o Dave, distribuídos ao longo de um mês.”Landee acompanhou essas primeiras jams e reagiu de imediato à nova química, aprovando a entrada de Hagar com louvores. Depois de algumas horas no estúdio, os músicos se abraçaram. “Bastou começarmos a tocar para eu sentir que tudo ia dar certo”, escreveu Sammy. O Van Halen seguiria em frente.Segredo de estúdio e batalhas contratuaisTodo o processo de composição e gravação de “5150” começou sob um clima de verdadeiro segredo de Estado. Havia um motivo claro: Sammy Hagar era contratado da Geffen Records — e, naquele momento, o artista que mais vendia dentro do catálogo da gravadora. Já o Van Halen tinha contrato com a Warner Bros. Colocar as duas partes trabalhando juntas exigia muito mais do que simples afinidade musical.O que se seguiu foi um complexo imbróglio contratual entre as gigantes da indústria fonográfica. David Geffen, fundador da gravadora que levava seu nome, resistiu inicialmente à ideia de liberar seu artista mais lucrativo para integrar uma banda vinculada a outra companhia. Segundo relatos posteriores, o executivo chegou a tentar dissuadir Hagar, argumentando que o cantor já possuía uma carreira solo bem-sucedida e que assumir o posto deixado por David Lee Roth poderia ser um movimento arriscado.A situação só começou a se destravar após negociações que envolveram concessões comerciais entre os selos. Geffen acabou aceitando liberar Hagar mediante uma permuta que incluía acordos envolvendo futuros álbuns solo do cantor. Ainda assim, o acordo definitivo demorou a ser formalizado.O impasse só seria resolvido de forma decisiva quando Mo Ostin, então presidente da Warner Bros. e figura-chave na carreira do Van Halen desde o início, visitou o 5150 para conferir de perto o que estava acontecendo. Entre brincadeiras e sugestões que circulavam nos bastidores — como a ideia de rebatizar a banda como “Van Hagar” — prevaleceu aquilo que realmente importava: a química musical.Ao ouvir uma execução de “Why Can’t This Be Love” diretamente no estúdio, os executivos perceberam que a nova formação tinha potencial comercial imediato. A partir dali, o acordo finalmente foi selado.Hagar sabia que estava entrando em terreno delicado. Substituir um frontman carismático como Roth inevitavelmente geraria comparações. Ainda assim, o cantor acreditava que sua própria trajetória ajudaria a suavizar a transição. “Minha única vantagem ao substituir um cara como ele é que as pessoas sabem quem eu sou”, disse.Aliens existemDentro do estúdio, a dinâmica criativa revelava diferenças curiosas entre os músicos. Sammy Hagar descreve Eddie Van Halen como alguém de poucas palavras durante o trabalho, totalmente concentrado em seu instrumento. Em “Red”, ele recorda que o guitarrista “só se preocupava a guitarra dele” e acrescenta: “O foco dele era tão exclusivo que ele sequer sabia o que diziam as letras.”Segundo o vocalista, a primeira vez que Eddie realmente prestou atenção em uma letra aconteceu quando Hagar apresentou “Love Walks In”, a primeira balada propriamente dita da história do Van Halen. A reação do guitarrista só veio depois de um incentivo doméstico. Como o cantor recorda:“Na época de ‘Love Walks In’, a Valerie [Bertinelli, esposa de Eddie] gostou tanto da letra que fez ele parar para ouvir. O Eddie ficou todo mexido. ‘Cara, eu nunca liguei para letras de música antes’, ele me disse. E era verdade: ele não sabia cantar um verso sequer, nem tinha ideia do que o Dave dizia nas canções. O ouvido dele só queria saber da guitarra, do groove e de garantir que a parte dele estava no lugar certo.”A inspiração para a letra surgiu de um livro que Hagar estava lendo na época:“Eu andava lendo um livro da Ruth Montgomery chamado ‘Aliens Entre Nós’ (…) O livro falava de walk-ins, alienígenas que tomam o seu corpo enquanto você dorme, a ponto de você acordar outra pessoa, sem nem saber quem diabos era antes. Peguei esse conceito e transformei em música, escrevendo sobre como o amor ‘caminha para dentro’ da sua vida e te faz virar um ser totalmente novo.”Do ponto de vista musical, a faixa também representava um território inédito para Eddie. Até então, o guitarrista nunca havia conduzido uma balada baseada em teclados de forma tão direta. Com David Lee Roth, o exemplo mais próximo havia sido “I’ll Wait”, do álbum “1984” (1984), construída sobre sintetizadores, mas que não se enquadrava exatamente no formato de power ballad.Depois que Valerie insistiu para que Eddie prestasse atenção à letra de “Love Walks In”, a parceria criativa entre ele e Hagar ganhou uma nova dimensão. Segundo o próprio vocalista, os dois passaram a trabalhar de maneira extremamente próxima, tornando-se colaboradores “guiados por confiança e amor mútuo”.O nível de inspiração naquele período era tão intenso que ideias surgiam nos momentos mais improváveis. Hagar lembra que uma das músicas do disco, “Best of Both Worlds”, literalmente nasceu durante um banho:“Eu tentava tomar banho, mas a música baixou como uma torrente e eu vivia saindo do chuveiro para rabiscar as letras. Era um entra e sai danado, mas terminei a composição ali mesmo, ainda todo molhado. No dia seguinte, cheguei e soltei a voz. O pessoal não acreditou no que ouviu.”Novo produtor, novo começoUma semana antes de o Van Halen iniciar oficialmente as gravações de seu primeiro álbum com Sammy Hagar, uma notícia inesperada mudou os planos da banda. O produtor de longa data do grupo, Ted Templeman, telefonou trazendo más notícias. Ele permanecia comprometido com David Lee Roth — ainda artista da Warner Bros. — e conflitos de agenda entre os dois projetos tornariam impossível trabalhar simultaneamente com Eddie, Alex, Michael Anthony e o novo vocalista.A saída de Templeman representava mais do que uma simples troca de produtor. O profissional havia sido peça central na construção do som do Van Halen desde o álbum de estreia, lançado em 1978. Sem ele, Eddie Van Halen decidiu inicialmente assumir a produção ao lado do engenheiro Donn Landee, utilizando o recém-construído estúdio 5150, instalado em sua própria residência.A Warner Bros., contudo, demonstrava cautela diante do momento de transição vivido pela banda. Ainda havia dúvidas sobre o impacto da saída de Roth, e a gravadora não estava disposta a conceder liberdade criativa total naquele momento. Assim, iniciou-se a busca por um produtor de peso. Entre os nomes considerados estavam Nile Rodgers, cérebro criativo do Chic; Rupert Hines, conhecido pelo trabalho com Tina Turner; e até Quincy Jones.A escolha final recaiu sobre Mick Jones, líder do Foreigner e um velho conhecido de Sammy Hagar. À frente de sua própria banda, o guitarrista havia acumulado sucessos radiofônicos e vendas milionárias ao longo da primeira metade dos anos 1980 — experiência que parecia ideal para conduzir o Van Halen em sua nova fase.A parceria renderia momentos decisivos durante as sessões. Um deles aconteceria de forma quase casual, perto do fim dos trabalhos. Caminhando pela praia com Hagar, Jones fez um pedido simples — que acabaria resultando em uma das músicas mais emblemáticas do disco:“Um dia, quase acabando o disco, o Mick me parou na praia e disse: ‘Me dá mais uma música, vai’. Ali nasceu ‘Dreams’. Ele simplesmente tirou aquilo de mim à força. Comecei a cantar sem nem saber o tom, e o Mick pirou. Ele me ajudou a dominar aquela região supersônica, me jogando uma oitava acima do que eu costumava fazer. O cara me fez cantar coisas que eu nem sabia que tinha dentro de mim.”Oficialmente, “5150” foi produzido ao longo de quatro semanas entre novembro de 1985 e fevereiro de 1986. Na prática, porém, boa parte do material já havia sido esboçada por Eddie e Alex Van Halen antes mesmo da chegada de Mick Jones, que acabou desempenhando um papel mais voltado ao refinamento das faixas. A etapa de mixagem, porém, revelou-se mais trabalhosa do que o previsto, porque “o estúdio de Eddie deixava a desejar quando o assunto era mixagem”.Os atrasos começaram a impactar diretamente os planos de turnê. A banda chegou a cancelar datas inicialmente programadas no Alasca e no Havaí — locais escolhidos estrategicamente para testar a recepção do público ao novo material longe dos grandes centros.Outro ponto sensível dizia respeito ao repertório ao vivo. Hagar deixou claro desde o início que não pretendia assumir o papel de intérprete das músicas da era Roth sem apresentar material inédito.“Avisei logo: ‘Olha, não quero estar numa banda de cover’. Bati o pé que a gente só subiria no palco com um disco de inéditas na mão e que não íamos ficar vivendo de passado. Os caras fecharam comigo na hora.”No fim das contas, os atrasos fizeram com que o álbum fosse entregue à gravadora tarde demais para coincidir com o início da turnê. O primeiro show já estava marcado e esgotado — e não havia mais como voltar atrás. A essa altura, as rádios já martelavam o single “Why Can’t This Be Love”. O público conhecia a música de trabalho, mas a verdadeira prova de fogo seria a audição do álbum completo.O teste definitivo: recepção, números e legado“5150” chegou às lojas em 24 de março de 1986. A arte de capa mostrava Atlas, o titã da mitologia grega condenado a sustentar o mundo sobre os ombros. A metáfora era adequada: após a saída de David Lee Roth, o Van Halen também carregava um peso considerável nas próprias costas.As dúvidas do público começaram a surgir ainda antes do lançamento. Em setembro de 1985, Eddie Van Halen anunciou oficialmente Sammy Hagar como novo vocalista durante um show do cantor no festival beneficente Farm Aid. A reação foi imediata. Logo surgiram vozes afirmando que “a verdadeira banda morreu com a saída Roth”.Um dos críticos mais contundentes foi Noel E. Monk, ex-empresário do Van Halen, que havia deixado o cargo praticamente ao mesmo tempo que Roth se desligou da banda. Em seu livro “Runnin’ with the Devil” (Dey St., 2017), ele escreveu:“Sem desmerecer Sammy Hagar — um cantor formidável e, ao que tudo indica, uma ótima pessoa —, a essência do Van Halen se extinguiu com a partida de David. Digo isso como elogio e lamento: a ruptura arruinou uma banda que, no ápice de seu poder e popularidade, poderia ter dominado a cena por mais uma década, caso a razão tivesse prevalecido sobre os egos.”O tempo, porém, trataria de colocar essa previsão à prova. Para surpresa de muitos céticos, “5150” não apenas estreou no topo da Billboard 200 como se tornou o primeiro álbum da banda a alcançar o número 1 na parada. O feito foi ainda mais significativo por superar o desempenho do celebrado “1984”, lançado dois anos antes.Com o passar do tempo, os números só reforçaram a força da nova fase. Atualmente, o disco possui certificação de platina sêxtupla da Recording Industry Association of America (RIAA), ultrapassando a marca de 6 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos.Boa parte desse sucesso veio do desempenho dos singles. “Why Can’t This Be Love” alcançou a 3ª posição na Billboard Hot 100, tornando-se um dos maiores hits da carreira da banda. Já “Dreams” chegou ao 22º lugar e ganhou um videoclipe memorável em colaboração com a equipe de demonstração aérea Blue Angels, da Marinha dos Estados Unidos. A balada “Love Walks In” também atingiu a 22ª posição.Nos palcos, a resposta do público foi igualmente imediata. A turnê de divulgação, conhecida como 5150 Tour — ou 1986 World Vacation — começou em 27 de março de 1986, em Shreveport, Louisiana. Ao longo de 112 apresentações, a excursão concentrou-se majoritariamente na América do Norte, onde a demanda por ingressos era nervosa. Um dos momentos mais celebrados da turnê foi registrado em New Haven, Connecticut, resultando no vídeo ao vivo “Live Without a Net”.Com o passar dos anos, os próprios integrantes passaram a refletir sobre o significado daquele período. Em “Red”, Sammy Hagar descreveu o processo criativo com entusiasmo: “Não havia egos, estávamos fazendo a música porque sabíamos que era boa.”Eddie Van Halen, por sua vez, também defendeu a mudança em entrevista à revista Guitar World, ainda em 1986: “Sammy permitiu que a banda crescesse musicalmente. Agora podemos tocar quase qualquer coisa.”Para o baterista Alex Van Halen, o álbum simbolizou algo ainda maior. Em entrevista à revista Modern Drummer, ele resumiu o momento de forma direta: “O ‘5150’ foi o renascimento da banda.”Quatro décadas depois, “5150” permanece frequentemente citado ao lado de outros marcos da história do rock gravados após mudanças drásticas de formação, como “Deep Purple in Rock” (1970), do Deep Purple; “A Trick of the Tail” (1975), do Genesis; e “Back in Black” (1980), do AC/DC — todos exemplos emblemáticos de como uma banda pode sobreviver e até prosperar.Van Halen – “5150”Lançado em 24 de março de 1986 pela Warner Bros.Produzido por Van Halen, Mick Jones e Donn LandeeFaixas:Good EnoughWhy Can’t This Be LoveGet UpDreamsSummer NightsBest of Both WorldsLove Walks In“5150”InsideMúsicos:Edward Van Halen – guitarra, baixo, teclados e backing vocalsAlex Van Halen – bateriaSammy Hagar – vocais, backing vocals e guitarraMichael Anthony – baixo e backing vocalsQuer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? 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