O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve alta e deixou, na manhã desta sexta-feira (27), o hospital DF Star, em Brasília (DF), após duas semanas internado com broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. Ele seguiu para casa, em um condomínio na capital federal, onde permanecerá em prisão domiciliar por 90 dias.O médico Brasil Caiado, um dos responsáveis por acompanhar Jair Bolsonaro, afirmou, após a alta, que Bolsonaro terá de fazer fisioterapia e reabilitação cardio-pulmonar.A chamada prisão domiciliar humanitária foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro vinha cumprindo no presídio da Papudinha a pena de 27 anos e 3 meses de prisão a que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Moraes impôs uma série de restrições que mantêm o ex-presidente sob controle rigoroso. A decisão prevê uso de tornozeleira eletrônica, proibição de celular e redes sociais, limitação de visitas e envio diário de relatórios de monitoramento à Corte. Além disso, manifestações e vigílias de apoiadores estão proibidas no entorno do condomínio onde mora Bolsonaro.Em entrevista à Rádio Eldorado, do Grupo Estado, a professora Luísa Ferreira, da FGV Direito SP, considerou corretas as medidas adotadas pelo STF, apesar de apontar como “incomum” o estabelecimento de um prazo. “Uma vez curada ou estabelecida a melhora, a pessoa deve voltar para a prisão, como determinado pela Justiça”, afirmou. A especialista ponderou, ainda, que a limitação das visitas à prisão domiciliar será maior do que a que era permitida a Bolsonaro no presídio.*Com informações do Estadão Conteúdo e da Reuters