IEA discute novas liberações de estoques de petróleo

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 A Agência Internacional de Energia (IEA) está consultando os governos da Ásia e da Europa sobre a liberação de mais petróleo estocado “se necessário” devido à guerra do Irã, disse o diretor-executivo Fatih Birol nesta segunda-feira (23).“Se for necessário, é claro, nós o faremos. Observaremos as condições, analisaremos, avaliaremos os mercados e discutiremos com nossos países membros”, disse Birol, ao National Press Club em Canberra, no início de uma série de visitas a países ao redor do mundo.Os países membros da IEA concordaram em 11 de março em liberar um recorde de 400 milhões de barris de petróleo dos estoques estratégicos para combater o aumento dos preços globais do petróleo. A retirada representou 20% dos estoques totais.Não haveria um nível específico de preço do petróleo para desencadear outra liberação, disse Birol.“Uma liberação de estoques ajudará a confortar os mercados, mas não é a solução. Isso só ajudará a reduzir a dor na economia.”O chefe da IEA iniciou sua viagem internacional em Canberra, já que a Ásia-Pacífico está na vanguarda da crise do petróleo, disse ele, devido à sua dependência do petróleo e de outros produtos cruciais, como fertilizantes, que transitam pelo Estreito de Ormuz.Depois de se reunir com o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese, Birol viajará para o Japão no final desta semana antes de uma reunião do Grupo dos Sete.Ele descreveu a crise no Oriente Médio como “muito grave” e pior do que os dois choques do petróleo da década de 1970, bem como o impacto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia sobre o gás, juntos.A guerra contra o Irã retirou 11 milhões de barris de petróleo por dia do fornecimento global, mais do que os dois choques de petróleo anteriores juntos.“A solução mais importante para esse problema é a abertura do Estreito de Ormuz”, disse ele.“A profundidade do problema não foi bem avaliada pelos tomadores de decisão em todo o mundo”, disse ele sobre sua decisão de começar a falar publicamente três semanas após o início da guerra.