As ações da Dasa (DASA3) figuram como a maior queda da B3 nesta sexta-feira (27), com tombo de mais de 20% nas primeiras horas do pregão. Por volta de 12h (horário de Brasília), DASA3 caía 17,30%, a R$ 2,82. Na mínima intradia, os papéis chegaram a recuar 23,17% (R$ 2,62). Acompanhe o Tempo Real. new TradingView.MediumWidget( { "customer": "moneytimescombr", "symbols": [ [ "DASA3", "DASA3" ] ], "chartOnly": false, "width": "100%", "height": "300", "locale": "br", "colorTheme": "light", "autosize": false, "showVolume": false, "hideDateRanges": false, "hideMarketStatus": false, "hideSymbolLogo": false, "scalePosition": "right", "scaleMode": "Normal", "fontFamily": "-apple-system, BlinkMacSystemFont, Trebuchet MS, Roboto, Ubuntu, sans-serif", "fontSize": "10", "noTimeScale": false, "valuesTracking": "1", "changeMode": "price-and-percent", "chartType": "line", "container_id": "abb76c6"} ); A forte pressão vendedora deve-se aos resultados do quarto trimestre (4T25) da companhia. A Dasa teve prejuízo líquido de R$ 947,7 milhões entre outubro e dezembro, quase 14% maior do que a perda registrada um ano antes. O resultado refletiu impactos relacionados à equivalência patrimonial da Rede Américas e efeito não recorrente associado à venda do Hospital São Domingos, cujo resultado contábil negativo foi de aproximadamente R$ 400 milhões. Segundo a Dasa, o Hospital São Domingos foi adquirido em dezembro de 2021 por R$ 1,4 bilhão e vendido por R$ 1,2 bilhão, em dezembro do ano passado. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado ficou negativo em R$ 111 milhões, com a margem também negativa em 4,9%. Confira os números em detalhes em: Prejuízo da Dasa (DASA3) aumenta 14% e fecha 4T25 em quase R$ 950 milhõesDasa: Resultados decepcionantes?O BTG Pactual classificou os resultados da Dasa como “decepcionantes”, especialmente no nível da joint venture, onde a expansão de margens tem sido mais lenta do que o esperado. Em relatório, os analistas Maria Resende, Samuel Alves e Marcel Zambello destacam que os números tanto em Diagnósticos quanto na Rede Américas foram “bastante impactados” por ajustes sem efeito caixa.“Ainda assim, mesmo ao ajustar esses itens não recorrentes, os números ficaram fracos e abaixo das nossas estimativas, especialmente na joint venture com a Amil”, afirmaram. Nas contas do Safra, excluindo itens não recorrentes – como desinvestimentos e mudanças nas políticas contábeis–, o resultado final teria sido um prejuízo menor, de R$ 679 milhões. Apesar de considerarem o trimestre “ruidoso”, os analistas do Safra chamaram a atenção para algumas melhorias no balanço, como o nível de endividamento. “A alavancagem para fins de covenant ficou em 2,54x, em linha com o guidance de final de ano da companhia e ainda em clara trajetória de desalavancagem, apesar do FCFE negativo no trimestre”, destacaram Ricardo Boiati, Thiago Marmo e Rafael Une, em relatório. Na mesma linha, o Bradesco BBI disse que a desalavancagem, embora positiva quando excluímos efeitos de desinvestimentos, segue gradual. Os analistas Marcio Osako e Larissa Monte ainda avaliaram que os números do 4T25 reforçaram um trimestre de receita “resiliente”, mas com pressão relevante sobre margens – “especialmente após um terceiro trimestre ‘excepcional’”. Os analistas também afirmam que, o desempenho operacional mostrou avanços estruturais nos negócios de Diagnósticos e Hospitais/Oncologia, com crescimento consistente em receita, ocupação e mix. Contudo, segundo eles, o movimento trimestral indica desafios de curto prazo na rentabilidade, principalmente diante do aumento de custos, normalização de volumes e comparativo difícil. O que fazer com as ações agora? Para o BTG Pactual, a tese de investimento da Dasa continua fortemente dependente da execução bem-sucedida de sua estratégia de reestruturação. “Continuamos acreditando que a integração entre Amil e Dasa deve gerar valor ao longo do tempo. No entanto, diante dos riscos de execução e da visibilidade limitada sobre uma expansão sustentável de margens, preferimos não incorporar essas oportunidades neste momento”, escreveram os analistas, em relatório. O banco tem recomendação neutra com preço-alvo de R$ 2,50 no final de 2026 – o que representa um potencial de desvalorização de 26,7% sobre o preço de fechamento de ontem (26). Na última quinta-feira, DASA3 encerrou o dia cotada a R$ 3,41. Já os analistas do Bradesco BBI avaliam que o ‘case’ da companhia segue equilibrado entre sinais de recuperação operacional e limitações no ritmo de expansão de margens. O banco também tem recomendação neutra, com base no valuation da Dasa. O preço-alvo DASA3 é de R$ 3,80 em dezembro, o que implica em um potencial de valorização de 11,4% sobre o preço de fechamento anterior. O Safra, por sua vez, tem recomendação de compra com preço-alvo de R$ 6 no final de 2026, um potencial de valorização de 75,9% sobre o preço de fechamento anterior. A visão otimista é sustentada, segundo os analistas, pela melhora da tendência operacional recorrente e o processo de desalavancagem.