'Taxa das blusinhas' é o maior erro recente do governo Lula, diz pesquisa

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A polêmica medida econômica conhecida como "taxa das blusinhas" é o maior erro do governo brasileiro na atualidade. Essa é uma das informações trazidas pela edição mais recente da pesquisa Latam Pulse Brasil, divulgada pela Atlas/Bloomberg.Segundo o estudo, essa é a medida da atual gestão do presidente Luís Inácio Lula da Silva classificada como "erro" pelo maior percentual de pessoas. Ao todo, 62% dos entrevistados dizem que a medida foi equivocada.Além dessa cobrança, outras ações do governo que estão relacionadas com tecnologia apareceram mal avaliadas pela maioria das pessoas na pesquisa:a fiscalização de transferências via Pix (59%), que não chegou a acontecer depois de um recuo do governo e teve a explicação distorcida por notícias falsas;a retirada do serviço público de entregas Correios da lista de estatais que passariam pelo processo de privatização (51%);A Atlas/Bloomberg foi realizada entre os dias de 18 a 23 de março e ouviu 5.028 adultos por "recrutamento digital aleatório" e tem margem de erro de um ponto percentual.Relembra a polêmica da taxa das blusinhasA medida popularmente chamada de "taxa das blusinhas" é um imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50, implementado para quem faz compras em lojas internacionais.A medida passou a valer em agosto de 2024 já calculado nos carrinhos de compras de sites como Aliexpress, Shopee e Shein, caso os produtos não sejam enviados diretamente do Brasil. O mercado de vestuário mais barato foi um dos mais afetados e, por isso, o imposto acabou recebendo o nome de um item muito comprado em uma plataforma chinesa de venda de roupas.Segundo a Receita Federal, as compras internacionais feitas por brasileiros tiveram queda de 11% em 2024, na comparação com 2023. Por outro lado, também foi registrado o aumento de 40% na arrecadação do imposto de importação.A legislação foi aprovada como parte de outra lei sem qualquer relação com o imposto e se sobrepõe às regras do programa Remessa Conforme, que até então isentava compras internacionais de baixo valor para além da cobrança de 17% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).A principal argumentação sobre a medida envolvia justamente a necessidade de maior arrecadação fiscal, além do fortalecimento da indústria nacional. Ainda assim, a má fama da taxa foi grande e o governo até cogitou revogar a taxa no fim de 2025, o que não aconteceu.Como funciona o ECA Digital, lei de regulamentação de acesso a conteúdos por menores de idade no Brasil, no mercado de streaming? Entenda esse ponto da nova lei!