IA e bots superam tráfego humano e dominam a internet, aponta estudo

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Os agentes de inteligência artificial (IA) e os chatbots inteligentes tomaram conta da internet, superando o tráfego online gerado por usuários humanos. É o que diz um estudo da empresa de cibersegurança Human Security, divulgado hoje (26).Com base em dados de 2025, o relatório "State of AI Traffic" aponta que o tráfego automatizado, gerado por sistemas de software, está crescendo oito vezes mais rápido do que o humano. O tráfego impulsionado por IA é o principal causador disso.Tráfego automatizado supera o humanoIncluindo recursos de grande popularidade como os bots de IA (ChatGPT, Gemini, Copilot etc), as visões gerais do Google e o preenchimento automático, entre outras ferramentas, o tráfego automatizado dominou a web. O crescimento vem sendo registrado ano após ano.Segundo a análise, o volume mensal cresceu 187% de janeiro a dezembro de 2025, quase o triplo do registrado em 2024, considerando apenas o relacionado às IAs;Mais de 95% se concentra em três setores específicos: varejo e comércio eletrônico, viagens e hotelaria, e streaming e mídia;Pela primeira vez, os sistemas de IA passaram, também, a realizar transações na internet, em vez de apenas ler os conteúdos disponíveis;Isso pode ter relação com o tráfego gerado por agentes de IA, como o OpenClaw, que aumentou quase 8.000% no ano passado.Agentes autônomos, como o OpenClaw, aumentaram sua presença na web a partir de 2025. (Imagem: OpenClaw/Reprodução)"A internet como um todo foi criada com a noção muito básica de que existe um ser humano do outro lado da tela do computador, e essa noção está sendo substituída muito rapidamente", afirmou o CEO da Human Security, Stu Solomon, à CNBC.O executivo ressaltou que o tráfego automatizado não é necessariamente malicioso. "Temos que viver em um mundo onde as máquinas agem em nosso nome e precisamos estabelecer um nível de confiança que seja duradouro".Números gerais podem ser diferentesO estudo foi baseado em dados de um produto da Human Security que processou mais de um quatrilhão de interações entre clientes em 2025. Ou seja, a análise considerou apenas essa amostra e não a web como um todo.Assim, os números da atividade automatizada em toda a internet podem ser diferentes. "Depende da amostra que você obtém. Depende de onde você está obtendo os dados, de onde vêm as medições", observou o professor da Universidade de Indiana (EUA), Filippo Menczer.A empresa responsável pelo levantamento reconhece a dificuldade de identificar o tráfego automatizado na internet como um todo, devido à falta de informações completas. De qualquer forma, apontou o estudo como um retrato confiável da rede.Curtiu o conteúdo? Então, continue no TecMundo e conheça a teoria da internet morta, que tem relação com o tema abordado no estudo.