O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nessa quinta-feira (26) que brasileiros têm tido cada vez mais gastos com animais domésticos, como cães e gatos.Em seguida, ao se dirigir a um representante de uma fábrica chinesa, Zhu Huarong, Lula disse que os chineses não devem ter “esse problema” de gastos com os pequenos animais.“Meu caro Zhu, na China não deve ter esse problema, mas aqui no Brasil nós gostamos muito de cachorro”, declarou o presidente em evento de reinauguração do parque fabril da montadora de veículos Caoa, em Anápolis (GO). Leia Mais Guerra no Oriente Médio pode afetar custo de medicamentos, diz Ministério Caiado diz que rejeita “bandalheira” e campanha “mais ou menos” Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária por 180 dias Na China, o consumo de carne de cachorro ainda ocorre em alguns períodos do ano, mas entre uma parcela restrita da população. A maior parte dos chineses já rejeita a prática, e, com o crescimento do número de cães como animais de estimação, a venda de carne de cachorro chegou a ser proibida em algumas regiões.Lula comentou, ainda, que teve cachorro a vida inteira. “Quando eu casei com a Marisa, eu fui morar numa casa de 33 metros quadrados. Eu, a mãe da Marisa, a Marisa, três filhos e duas cachorras. Eu tive uma dálmata que teve 11 filhotes, e tinha que dar mamadeira para os filhotes porque as tetinhas dela não davam para amamentar tudo. Eu levantava de noite para dar”, disse.Ainda segundo o presidente, quem tem um cachorro precisa “levar no dentista para cuidar da boca dele” e “ninguém aceita que se dê mais resto de comida para o cachorro”. “Agora, os cachorrinhos têm que dormir com a gente. Tem que tá limpinho, dar banho uma vez por semana, levar no veterinário. E tudo isso é um sequestro do nosso salário. E a gente só se dá conta no final do mês”, criticou.A fala do chefe de Estado aconteceu enquanto ele comentava o aumento dos gastos dos brasileiros após o início da Guerra no Oriente Médio, destacando o gasto mensal com os pets. Segundo Lula, o governo tem se esforçado para reduzir os impactos financeiros na população.