O STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta sexta-feira (27) para garantir voto secreto nas eleições indiretas para o mandato-tampão do governo do Rio de Janeiro.A maioria dos ministros também votou para manter o prazo de 24 horas para desincompatibilização de candidatos, ou seja, para que os ocupantes de cargos públicos deixem suas funções antes de disputar o pleito.O caso está em análise em plenário virtual, modelo em que os ministros registram os votos no sistema on-line do processo e não debatem entre si.No julgamento, os ministros precisavam decidir se referendam uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux para suspender trechos de uma lei aprovada pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) que regulamenta eleições de mandato-tampão. Leia mais Após bate-boca, relator da CPMI diz que processará Lindbergh Farias Jogadores de Gana têm relógios de luxo roubados antes de jogo na Áustria "De joelhos": veja repercussão de Brasil x França na imprensa internacional O ministro havia decidido que o pleito dos novos governantes deveria ser feito por meio de votação secreta e indireta e que o prazo de desincompatibilização dos candidatos deveria ser de 6 meses.Segunda a votar, a ministra Cármen Lúcia concordou com o voto secreto em pleito indireto, mas afirmou que 24 horas era prazo suficiente para que os ocupantes de cargos públicos deixassem suas funções antes de se candidatar.André Mendonça, Nunes Marques, Dias Toffoli e Edson Fachin seguiram integralmente o entendimento de Cármen, consolidando maioria pelo voto secreto e indireto.Alexandre de Moraes, último a votar até então, defendeu que a eleição deve ser direta, mas concordou com o prazo de 24 horas para desincompatibilização, consolidando a maioria neste segundo ponto.Ainda resta o voto de três ministros, que têm até a próxima segunda-feira (30) para registrar posicionamento.O julgamento ocorre poucos dias após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidir pela cassação e inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro; do ex-vice, Thiago Pampolha e do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.A ação que tramitava na Corte apurou o uso indevido da máquina pública nas eleições de 2022. As investigações apontam para um esquema de contratações irregulares na Fundação Ceperj, envolvendo cerca de 27 mil cargos temporários que teriam sido utilizados para empregar cabos eleitorais e fortalecer a campanha de reeleição de Castro.Enquanto não há a eleição para o mandato-tampão, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro está interinamente no cargo de governador.