Empresário preso por matar gari entra com segundo pedido de habeas corpus

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A Justiça irá analisar o segundo pedido de soltura realizado pela defesa do empresário René da Silva Nogueira Júnior, réu pelo assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes durante uma briga de trânsito.Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o pedido de habeas corpus será julgado em uma sessão no próximo sábado, dia 4 de abril. O relator é o desembargador Maurício Pinto Ferreira. Leia Mais Polícia conclui inquérito de empresário que matou gari em Minas Gerais Justiça nega anulação da confissão de empresário que matou gari em MG MP denuncia e pede júri popular de empresário que matou gari em BH “O réu solicita a revogação da prisão preventiva, com a imediata expedição do alvará de soltura, mediante a imposição de medidas cautelares”, informou o TJMG.René recorreu pela 1ª Instância, no dia 13 de março, contra a sentença de pronúncia que determinou que ele seja julgado pelo júri popular. A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da Vara do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da comarca de Belo Horizonte, recebeu o recurso no dia 16 deste mês.Além disso, em 24 de novembro do ano passado, o réu já havia ajuizado o pedido de habeas corpus, que foi negado na época. Na sequência, ele ajuizou embargos declaratórios, que também foram rejeitados, sendo o último deles na última sexta (27).Em nota, a defesa de Laudemir reforça que não surgiu nenhum fato novo que justifique a revogação da prisão preventiva. Veja nota na íntegra:“Com o devido respeito ao direito de defesa do réu, o pedido de liberdade não tem base jurídica consistente. O processo correu de forma regular, sem qualquer nulidade, o Rene já foi pronunciado, o que reforça a existência de provas suficientes do crime. Não surgiu nenhum fato novo que justifique a revogação da prisão preventiva, que continua necessária para proteger a ordem pública e garantir a aplicação da lei. Por isso, esperamos que o Tribunal de Justiça negue o habeas corpus e dê andamento rápido ao recurso, para que o caso seja levado ao Tribunal do Júri o quanto antes e a sociedade de Belo Horizonte possa julgá-lo.”A CNN Brasil tenta localizar a defesa de René da Silva Nogueira Júnior. O espaço segue em aberto.Morte de gari: Renê diz que sofreu ameaça de sócio ligado ao jogo do bicho | LIVE CNNRelembre o casoRenê da Silva Nogueira Júnior, empresário e diretor de negócios de uma rede de alimentos, foi preso pela Polícia Civil após matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, no dia 11 de agosto de 2025, em Belo Horizonte, Minas Gerais.O crime aconteceu por volta das 9h03 na Rua Modestina de Souza, bairro Vista Alegre. Conforme a Polícia Militar, Laudemir trabalhava na coleta de lixo quando o veículo do empresário, uma BYD de cor cinza, parou no sentido contrário ao caminhão e o condutor se irritou, alegando que o veículo atrapalhava o trânsito.O empresário apontou a arma para a motorista do caminhão e ameaçou “dar um tiro na cara”. Segundo as testemunhas, ao ultrapassar o caminhão, René desembarcou com a arma em punho, deixou o carregador cair, recolocou-o, fez o manejo e disparou contra o gari.Justiça autoriza quebra de sigilo de empresário que matou gari em MG | LIVE CNNO disparo atingiu a região das costelas do lado direito, atravessou o corpo e se alojou no antebraço esquerdo. O executivo estava em uma academia após o crime, quando foi localizado e preso.Segundo a corporação, a delegada entregou voluntariamente a arma à polícia e afirmou que René não tinha acesso aos armamentos. Ela também disse desconhecer o crime.Conforme as informações da Policia Civil, os três crimes cometidos por Renê tem pena máxima de 35 anos. A esposa do empresário, delegada Ana Paula Lamego Balbino, é indiciada pelo porte legal da arma de fogo, de uso permitido. Pela lei, ela não tem autorização para “ceder” ou “emprestar” o armamento.Mortes violentas caem 3,4% em 2023 e atingem menor número desde 2011*Sob supervisão de Felipe Souza