Jogo pesado: os ‘pontos fracos’ que Haddad e Tarcísio vão explorar na campanha

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Tornou-se comum nas disputas eleitorais brasileiras candidatos apontarem problemas em torno do adversário e deixarem para segundo plano propostas detalhadas aos eleitores. Nos próximos meses em São Paulo, entre pré-campanha e o período oficial de buscar o voto, os aliados dos dois principais nomes até aqui colocados para disputa, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atual governador, e Fernando Haddad (PT),ex-ministro da Fazenda do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, já estão se municiando para os confrontos previstos em debates e no horário eleitoral.Do lado petista, que aparece como opositor, a campanha de Haddad vai criticar a privatização da Sabesp por parte do governo Tarcísio. Um dos episódios mais recentes ocorreu em Mairiporã, na Grande São Paulo, quando um funcionário de uma terceirizada morreu após rompimento de um reservatório da empresa. Outras nove pessoas ficaram feridas. Outro problema para os petistas explorarem é o mecanismo de pedágio “free flow”, que cobra tarifa sem necessidade de o motorista parar. As novas instalações do tipo foram parar até na Justiça, com pedidos de prefeitos para suspender a cobrança — uma sinalização ao eleitorado local insatisfeito com nova cobrança considerada impopular.Outro fator que o PT criticará é uma investigação em andamento contra o vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD).  O segundo homem do Palácio dos Bandeirantes é investigado por lavagem de dinheiro em Andorra, ex-paraíso fiscal que atrai investidores estrangeiros pela baixa tributação. Ele diz que a origem dos recursos foi comprovada e que a offshore aberta no país em nome da esposa foi declarada à Receita brasileira. O escândalo do Banco Master entrará no radar petista. Isso porque uma das doações feitas por Fabiano Zettel, cunhado do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, foi para campanha de Tarcísio em 2022.A campanha de Tarcísio não deixará por menos. O primeiro ponto é atrelar a imagem de Haddad aos impostos criados durante o atual governo de Lula. Um dos dados a serem utilizados está em um documento divulgado pelo Congresso, segundo o qual o governo petista criou ou elevou um imposto a cada 37 dias entre janeiro de 2023 e junho de 2025. O histórico de corrupção, Mensalão e Petrolão, do PT também será utilizado pela campanha do atual governador.Há ainda a pecha de perdedor que Haddad carrega na série de derrotas nas urnas — uma, inclusive, para Tarcísio em 2022. O petista foi eleito apenas uma vez, em 2012, para Prefeitura de São Paulo, sem conseguir conquistar a reeleição. Depois, perdeu a Presidência da República para Jair Bolsonaro (2018) e a última eleição para o governo paulista. As declarações de Haddad também serão recuperadas por opositores. Entre elas, uma entrevista coletiva na campanha presidencial de quase oito anos, quando afirmou que criminosos presos por pequenos delitos deveriam ser soltos.O post Jogo pesado: os ‘pontos fracos’ que Haddad e Tarcísio vão explorar na campanha apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.