Seguro residencial cobre danos causados por inquilinos?

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Muitos proprietários que colocam seus imóveis para alugar têm dúvidas sobre como se proteger de prejuízos causados por inquilinos — especialmente em casos extremos, como depredação intencional ou furto de itens da residência. Essa foi a questão enviada pelo leitor Samuel S. ao InfoMoney. “Poderiam comentar sobre seguro contra vandalismo de inquilino? Como funciona? Por exemplo, se o inquilino causou de forma intencional quebra de janelas, vaso sanitário, pias, entupiu de forma proposital os ralos do banheiro e da pia, destruiu todo o piso ou furtou itens do imóvel.”Leia mais: Seguro residencial exige nota fiscal para pagar indenização de eletrodomésticos?De forma geral, o seguro residencial tradicional não cobre automaticamente danos causados por inquilinos, especialmente quando são intencionais.Segundo Camila Beck, da Gerência de Negócios em Afinidades da Simple2u e MAG Capitalização, esse tipo de seguro é desenhado principalmente para proteger o imóvel contra eventos súbitos e imprevistos — como incêndio, fenômenos naturais ou danos elétricos. “No caso de danos intencionais provocados pelo próprio inquilino, a cobertura nem sempre é automática, porque muitas apólices (contratos de seguro) tratam esse tipo de situação como parte da relação contratual entre locador e locatário.”Leia também: Mora de aluguel? Veja se compensa contratar seguro residencialIsso não significa, porém, que não haja nenhuma proteção. Tudo depende das coberturas contratadas.Na prática, isso significa que o primeiro passo para o proprietário é verificar detalhadamente o que está previsto na apólice contratada. Dependendo das coberturas incluídas, parte dos prejuízos pode ser minimizada.Beck afirma que algumas proteções adicionais podem ajudar em situações específicas. “A cobertura para quebra de vidros, espelhos, mármores e granitos, por exemplo, pode ser acionada quando há danos a janelas ou superfícies do imóvel. Já a cobertura de roubo ou furto qualificado pode ser utilizada se houver retirada de itens da residência com sinais de arrombamento ou evidências de crime.”Ainda assim, ela diz que essas coberturas não substituem completamente a responsabilidade do inquilino prevista em contrato — especialmente quando há comprovação de dano intencional.Quer saber mais sobre seguros? Inscreva-se na Segura Essa: a newsletter de Seguros do InfoMoney.Por isso, ao contratar um seguro residencial, a recomendação é avaliar opções mais completas e flexíveis. “É importante considerar coberturas adicionais que ampliem a proteção do imóvel, especialmente quando ele está alugado. Hoje existem soluções que permitem ao proprietário montar um pacote alinhado aos riscos específicos da sua realidade, incluindo danos à estrutura e a itens fixos do imóvel”, afirma.Além do seguro, Beck diz que a proteção do patrimônio passa também por medidas contratuais. Ter um contrato de locação bem estruturado e realizar vistorias detalhadas na entrada e na saída do inquilino são práticas essenciais.“A combinação de garantias contratuais com um seguro residencial adequado ajuda a reduzir o impacto financeiro de imprevistos”, diz.E o seguro-fiança? O seguro-fiança, por sua vez, tem uma lógica diferente do seguro residencial. Ele funciona como uma garantia do contrato de locação e, conforme explica o advogado Stefano Ribeiro Ferri, especialista em direito do consumidor e imobiliário, pode abranger de forma ampla as obrigações do inquilino previstas na Lei do Inquilinato.Na prática, porém, a indenização também não é automática nem ilimitada. Isso porque tudo depende das coberturas efetivamente contratadas na apólice. Em geral, o foco principal do seguro-fiança é a inadimplência do aluguel, enquanto outras obrigações, como danos ao imóvel, podem ou não estar incluídas, dependendo do contrato.“No caso de vandalismo ou danos intencionais causados pelo inquilino, a cobertura pode até existir, mas somente quando há previsão específica para danos ao imóvel, o que não é obrigatório em todos os planos”, diz Ferri. Assim, o seguro-fiança pode funcionar como um mecanismo adicional de proteção ao proprietário, inclusive em situações mais graves, mas não deve ser visto como uma garantia automática contra qualquer prejuízo. A recomendação é a mesma. “É indispensável verificar, em cada caso, quais riscos foram efetivamente contratados e quais limites e exclusões foram estabelecidos na apólice”, afirma Ferri.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Seguro residencial cobre danos causados por inquilinos? appeared first on InfoMoney.