Os índices de Wall Street abriram em queda nesta quinta-feira (26) com as incertezas sobre um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio e nova disparada do petróleo, que opera acima de US$ 101.Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:Dow Jones: -0,49%, aos 46.203,90 pontos;S&P 500: -0,81%, aos 6.538,60 pontos; Nasdaq: -1,14%, aos 21.680,23 pontos.Acordo vai para frente no Oriente Médio?O humor dos mercados azedou diante das incertezas e falas conflitantes sobre um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. O conflito no Oriente Médio está em sua quarta semana de duração, tempo que o presidente dos EUA, Donald Trump, havia mencionado como previsão inicial para o término da guerra.Nesta quinta-feira, Trump alertou o Irã para “levar a sério” um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, depois que o ministro iraniano das Relações Exteriores disse que Teerã estava analisando a proposta dos EUA, mas que não havia conversas para finalizar o conflito.Os comentários de Trump foram feitos no momento em que o custo econômico e humanitário do conflito aumenta, com a escassez de combustível se espalhando por todo o mundo, fazendo com que empresas e países se esforcem para conter as consequências.“Conversas indiretas” entre EUA e Irã estão ocorrendo por meio de mensagens transmitidas pelo Paquistão, com outros países, incluindo a Turquia e o Egito, também apoiando os esforços de mediação, disse o ministro das Relações Exteriores do Paquistão.Mas o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que isso não equivale a uma negociação. “Mensagens sendo transmitidas por meio de nossos países amigos e nós respondendo, declarando nossas posições ou emitindo os avisos necessários, não é o que chamamos de negociação ou diálogo”, disse Araqchi em uma entrevista à televisão estatal iraniana na quarta-feira (25).“No momento, nossa política é continuar a resistência e defender o país, e não temos intenção de negociar”, acrescentou.Trump disse hoje, em publicação na rede social Truth Social, que o Irã foi “militarmente obliterado, com zero chance de retorno”, e estava “implorando” por um acordo.*Com informações de Reuters