A utilização de drones para a dispersão de sementes nativas em áreas em recuperação é uma das apostas que hoje integra programa que já plantou 3 milhões de árvores e restaurou 15 mil hectares pelo Brasil. O equipamento tecnológico atua ao lado de iniciativas de conservação ambiental para a recuperação em áreas de difícil acesso, como encostas e regiões próximas a nascentes, ampliando a escala e a eficiência dos projetos de restauração ambiental. No entanto, o plantio por meio dos drones ainda tem custo elevado, podendo chegar a R$ 25 mil por hectare, com uma taxa de sucesso próxima de 10%. Segundo análises, aproximadamente uma em cada dez sementes chega a germinar, porém segue sendo uma alternativa viável para locais mais inacessíveis. Leia Mais Em fevereiro, Amazônia registrou queda de 42% em áreas desmatadas Re.green vence 1º leilão federal de floresta para crédito de carbono Fiscais do Ibama são alvos de emboscada após ação contra exploração no AM CNN Mais Verde: Drones e IA ajudam a identificar ameaças ao bioma | CNN NOVO DIA O programa Bacias & Florestas, da Ambev, existe há mais de 15 anos e recupera bacias hidrográficas. O projeto restaurou uma área equivalente a uma faixa contínua entre São Paulo e Natal pelo litoral, conservando a vegetação nativa, cerca de um quinto de toda a costa brasileira. A restauração das áreas contribui para a recuperação de nascentes e melhora a qualidade da água. Já a recomposição da vegetação nativa, que também é feita por meio dos drones, reduz a erosão, aumenta a infiltração da água no solo e fortalece a resiliência das comunidades frente a eventos climáticos extremos. Para viabilizar a iniciativa, o projeto conta com a colaboração das ONGs The Nature Conservancy, WWF-Brasil e a Fundação Avina, além de parceiros locais que apoiam a implementação e a continuidade das ações. *Sob supervisão de Thiago Félix