O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) disse nesta sexta-feira (27) que será proposto o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro como “chefe do esquema” de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em entrevista a jornalistas, o congressista afirmou que o documento formulado pela base governista representa o “pensamento majoritário” de 2/3 da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apurou as fraudes na autarquia.Segundo o deputado, o relatório sugere que Bolsonaro responda por três crimes: furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. “Não temos dúvidas de que essa organização criminosa tinha um comando centralizado”, afirmou Pimenta.O parlamentar adicionou que os descontos indevidos no INSS têm “ligação direta” com o caso do Banco Master. Pimenta afirmou que “parte do dinheiro” oriundo das cobranças nos benefícios “foi parar nas campanhas” do ex-ministro Onyx Lorenzoni, do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Bolsonaro, por meio de depósitos feitos por Fabiano Zettel, cunhado do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.Pimenta também informou que o relatório propôs, no total, o indiciamento de 201 pessoas. São 130 agentes públicos e privados, 62 pessoas físicas e nove pessoas jurídicas. De acordo com o deputado, o documento será encaminhado para a Polícia Federal (PF).“Nosso relatório não é uma peça política de natureza eleitoral. É um documento que trata de fato o que foi a investigação. As conclusões que chegamos são baseadas em provas. […] Conseguimos demonstrar de forma categórica os crimes que elas cometeram. Não há indiciamento em série, não há tentativa de responsabilização de ninguém com o objetivo de fazer disputa política pré-eleitoral”, declarou o congressista.*Em atualização