A Braskem (BRKM5) registrou prejuízo líquido de R$ 10,284 bilhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 82% em relação ao mesmo período de 2024, que também apresentou resultado negativo.O Ebitda recorrente da companhia alcançou R$ 589 milhões no trimestre, crescimento de 6% frente ao ano anterior, enquanto a receita líquida caiu 16%, somando R$ 16,101 bilhões entre outubro e dezembro. O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, embora os auditores tenham registrado “incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da companhia”. Eles destacaram que a controladora apresentou prejuízo de R$ 9,880 bilhões e o consolidado, R$ 10,961 bilhões, com passivo circulante superior ao ativo em R$ 3,090 bilhões na controladora e R$ 9,770 bilhões no consolidado, e patrimônio líquido negativo de R$ 16,147 milhões e R$ 16,502 milhões, respectivamente.Segundo a empresa, o desempenho do trimestre foi impactado pelas incertezas externas, incluindo conflitos geopolíticos e guerra tarifária, que, combinadas à sazonalidade, pressionaram os spreads químicos e petroquímicos no mercado internacional. O prejuízo trimestral superou o do terceiro trimestre (R$ 26 milhões), principalmente devido à baixa de ativos fiscais diferidos, sem efeito na liquidez.No ano, o prejuízo líquido foi de R$ 9,879 bilhões, 13% menor do que em 2024, com Ebitda recorrente de R$ 3,156 bilhões, queda de 45%. A receita líquida totalizou R$ 70,717 bilhões, recuo de 9%. O prejuízo líquido atribuível aos acionistas no quarto trimestre foi de US$ 1,9 bilhão (R$ 10,3 bilhões), superior ao terceiro trimestre pelo mesmo motivo da baixa de ativos fiscais diferidos.O endividamento bruto corporativo da Braskem fechou o trimestre em US$ 9,4 bilhões, incluindo o saque da linha de crédito stand-by em outubro de 2025. A dívida em moeda estrangeira representava 92% do total, com prazo médio de oito anos e custo médio de variação cambial +6,20% ao ano. A dívida líquida ajustada encerrou o período em US$ 7,5 bilhões, alta de 3% em relação ao trimestre anterior e 19% frente ao mesmo período de 2024. A alavancagem corporativa permaneceu estável em 14,74 vezes, quase o dobro das 7,42 vezes registradas em 2024.Ao longo de 2025, a Braskem (excluindo Braskem Idesa e investimentos do REIQ) investiu cerca de R$ 2,364 bilhões, 2% abaixo da estimativa inicial de R$ 2,417 bilhões.