A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), decretada no início da semana pelo ministro Alexandre de Moraes, frustrou os planos de quem achava que o partido definiria logo o candidato ao Senado por São Paulo.Com a decisão, o ministro suspendeu as visitas que estavam agendadas – caso do vice-prefeito da capital, Mello Araújo, que iria a Papudinha, em Brasília, em 18 de abril.Internamente, havia grande expectativa de que a definição acontecesse ali. Membros do PL destacam que Mello Araújo é o favorito de Bolsonaro para a vaga, e que só faltava o encontro para selar o destino do vice-prefeito. No início do mês, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) ofereceu um almoço para o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, em que a candidatura de Mello ao Senado, também presente no encontro, foi discutida.Ainda não há consenso, no entanto. O nome de Mello esbarra no filho 02 do ex-presidente, o ex-deputado-federal Eduardo Bolsonaro (PL), que gostaria de emplacar na Casa Alta os atuais os deputados federais Mario Frias (PL-SP) ou Marco Feliciano (PL-SP).Além disso, como mostrou a coluna com exclusividade, o nome do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), também desponta como opção após ser retirado do jogo para a vaga de vice do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).À reportagem, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, disse que ainda não há data para a definição. Ele destacou, ainda, que a decisão ficará a cargo de Eduardo e Jair Bolsonaro.