Um grupo de golfinhos, também conhecidos como botos-cinza, foi visto na praia de Praia de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (30). Turistas e banhistas que estavam no mar, por volta das 10h, conseguiram registrar o momento, que viralizou nas redes sociais. A guia de turismo e CEO da RioArtExperience, Tatiane Araujo, registrou o grupo de animais de perto e relatou que a experiência foi emocionante. “Hoje levei um casal espanhol para passear pela orla do Rio. Saímos do Iate Club do Rio de Janeiro às 10h30 e, por volta das 11h30, avistamos cerca de oito golfinhos em frente à praia de Ipanema, próximo ao Arpoador. Foi muito emocionante!”, contou. Acompanhe o vídeo feito pela guiahttps://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/03/videos-4.mp4Em entrevista à CNN Brasil, Stéphanie Souza, bióloga do setor de Mastozoologia do Museu Nacional da UFRJ, explicou que o litoral do Rio faz parte da área de distribuição natural dos golfinhos, principalmente do boto-cinza, que vive na Baía de Guanabara. Leia Mais Público escolhe “Xingu” para filhote de onça no Pará Três pessoas são presas por transporte ilegal de animais silvestres no RJ Rio tem trimestre recorde de denúncias de maus-tratos a animais “Então, esse cenário era para ser o normal. Tanto que ele faz parte da bandeira da nossa cidade!”, afirmou Stéphanie. A pesquisadora explica que essa espécie prefere águas rasas e quentes e se alimenta da biodiversidade presente nos estuários da costa brasileira. “A poluição marinha, ao longo dos anos, fez com que a população na costa diminuísse drasticamente. Mas ainda é possível avistar grupos isolados, como nas Ilhas Cagarras”, explicou a bióloga sobre a aparição do grupo em uma das principais praias da cidade. Ela também destaca que esses animais são bioindicadores, ou seja, a aproximação deles da costa pode indicar aumento na oferta de alimento e melhora na qualidade da água. Rio de Janeiro tem trimestre recorde de denúncias de maus-tratos a animais | AGORA CNNAs condições climáticas também podem influenciar o fenômeno. Com o fim do La Niña e a entrada em uma fase de neutralidade no Pacífico, pode haver interferências nas correntes do Atlântico. A bióloga ressalta ainda que, em breve, começa o período de migração da Antártica, além de pinguins e baleias, há um aumento na diversidade da fauna como um todo, o que pode ampliar a disponibilidade de alimento. *Sob supervisão de Thiago Félix