A crítica de Jéssica Falchi à sexualização da mulher na guitarra

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Jéssica Falchi, ex-guitarrista da Crypta, deu início recentemente a uma nova empreitada musical. Ao lado do também guitarrista Jean Patton, ex-integrante do Project46, a artista criou o projeto Falchi e lançou, no último mês de janeiro, o EP instrumental “Solace”.Ao divulgar o trabalho, a musicista também trouxe à tona uma questão importante: a sexualização das mulheres que tocam guitarra.Em conversa com Isis Correia para o podcast Amplifica, em parceria com o TMDQA, Jéssica explicou que, em sua visão, a mulher é frequentemente enxergada de forma sexualizada pelo público masculino. Isso faz com que essa parcela dê mais atenção às suas vestimentas do que à sua técnica.  Conforme transcrição do site IgorMiranda.com.br, a guitarrista disse:“Acho que as pessoas confundem muito esse lance de ‘meu corpo, minhas regras’ com… se você associar isso enquanto você está tocando guitarra, eu não acho que você está invertendo a pirâmide, sabe? Temos as mulheres sendo objetificadas e aí quando você põe uma menina sexualizada tocando, os caras nem vão ver se você está tocando bem ou não. Fora que vejo várias meninas super novas que acham que para você tocar guitarra, ser ‘metal’, você precisa estar sexualizada.”Jéssica deixou claro que qualquer mulher é livre para fazer “o que se sente bem”. Contudo, ao menos ela não quer aparecer “tocando de biquíni” devido ao mencionado contexto:“Às vezes eu gravo vídeo sem maquiagem. Se você quer me ver de biquíni tocando guitarra, você não vai ver. Eu não vou colaborar com esse tipo de conduta, porque eu vou realmente muito contra isso. Mas, óbvio, se a mulher se sente bem fazendo tal coisa, aí claro, ela fica livre para fazer o que quiser, né?”A declaração gerou debates nas redes sociais (via RockBizz). Fernanda Mariutti, esposa de Luis Mariutti, discordou da posição e escreveu na seção de comentários de um corte do bate-papo no Instagram:“Falar que a roupa que as meninas se gravam tocando contribui para o pensamento machista, é retrógrado demais para uma mulher incrível como você, Jessica. O rock tem que ser liberdade sempre!”Jéssica rebateu a crítica. Reiterando que as mulheres “podem e devem vestir e fazer o que quiserem”, a guitarrista explicou: “Acho que você não entendeu o que eu quis dizer. As mulheres podem e devem vestir e fazer o que quiserem!!! O meu questionamento é outro: hoje em dia, às vezes parece que, para ser vista como uma mulher empoderada, existe uma expectativa de se vestir de determinada forma e se você não segue isso, pode acabar sendo julgada como retrógrada ou até menos feminina. Fico muito feliz, inclusive, de ver cada vez mais mulheres sendo reconhecidas pelo seu talento e pela sua capacidade técnica, e não só pela aparência!”Quer receber novidades sobre música direto em seu WhatsApp? Clique aqui!Clique para seguir IgorMiranda.com.br no: Instagram | Bluesky | Twitter | TikTok | Facebook | YouTube | Threads.O post A crítica de Jéssica Falchi à sexualização da mulher na guitarra apareceu primeiro em Igor Miranda.