Negociações com o Irã não chegaram a um impasse, diz Casa Branca

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A Casa Branca afirmou que as negociações com o Irã estão avançando rapidamente, mesmo após o Irã não ter aceitado imediatamente o plano de 15 pontos oferecido pelos EUA na terça-feira (24) para pôr fim à guerra.“As negociações continuam. Elas são produtivas, como disse o presidente na segunda-feira, e continuam sendo”, disse a secretária de imprensa Karoline Leavitt nesta quarta-feira (25).Leavitt afirmou que as discussões não chegaram a um impasse, apesar da resistência iraniana ao plano americano. Ela se recusou a fornecer detalhes sobre a proposta dos EUA, que o presidente Donald Trump revelou pela primeira vez na segunda-feira (23). Leia mais Escassez de energia pode chegar à Europa no próximo mês Guerra está "fora de controle" e pode se alastrar, diz ONU Veja como atua divisão do exército dos EUA enviada ao Oriente Médio “Não vamos entrar nos detalhes minuciosos que foram trocados entre os Estados Unidos e o Irã neste momento”, disse ela.Irã não aceitou a propostaMais cedo, a agência de notícias semioficial iraniana, Fars, noticiou que o país não aceitará o cessar-fogo e acredita que não seria “lógico” iniciar negociações com os Estados Unidos, citando uma fonte com conhecimento da atividade diplomática.“Uma fonte bem informada, falando à agência de notícias Fars, apontou para o fracasso do lado oposto em atingir seus objetivos, afirmando: ‘O Irã não aceita um cessar-fogo. Fundamentalmente, entrar em um processo desse tipo com aqueles que violaram os acordos não é lógico’”, informou o veículo de mídia estatal iraniano na quarta-feira.A agência de notícias Fars também citou a fonte, afirmando que o Irã pretende atingir seus objetivos estratégicos antes de encerrar a guerra.O que está acontecendo no Oriente Médio?Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.  As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um “grande erro”. Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.Por que é possível classificar conflito no Oriente Médio como guerra?