Ataques iranianos representam “ameaça existencial”, dizem países do Golfo

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Os Estados árabes do Golfo disseram ao Conselho de Direitos Humanos da ONU na quarta-feira (25) que enfrentam uma ameaça existencial com ataques iranianos à sua infraestrutura, os quais, segundo o chefe de direitos humanos da ONU, podem constituir crimes de guerra.A guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que já dura quase um mês, provocou uma retaliação iraniana em grande escala na forma de ataques com drones e mísseis contra a infraestrutura de energia e civil nos países do Golfo, matando civis e elevando os preços do petróleo.“Estamos vendo uma ameaça existencial à segurança internacional e regional. Essa abordagem agressiva está minando o direito internacional e a soberania”, afirmou o embaixador do Kuweit, Naser Abdullah H. M. Alhayen, ao conselho sediado em Genebra.Outros países do Golfo disseram que as ações do Irã visam espalhar o terror, com o embaixador dos Emirados Árabes Unidos, Jamal Jama al Musharakh, denunciando a “tentativa do Irã de desestabilizar a ordem internacional por meio de aventuras imprudentes de expansionismo”.Os países do conselho de 47 membros votarão em uma moção condenando os ataques “não provocados e deliberados” do Irã, buscando reparações do Irã e pedindo ao chefe de direitos da ONU que monitore a situação, segundo um documento. Leia Mais Irã ameaça atingir infraestrutura dos EUA no Oriente Médio Chefe de segurança do Irã pede aos países muçulmanos que apoiem Teerã Teerã acusa países vizinhos de facilitar ataques dos EUA contra o Irã O Irã defendeu suas ações, dizendo que mais de 1.500 civis foram mortos nos ataques israelenses e norte-americanos até o momento. “Lutamos em nome de todos vocês contra um inimigo que, se não for contido hoje, estará além da contenção amanhã”, disse o embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahreini, referindo-se a Israel.O Irã convocou sua própria sessão de emergência sobre um ataque fatal a uma escola primária para sexta-feira.Volker Turk, principal autoridade das Nações Unidas responsável pelos direitos humanos, pediu aos Estados que ponham fim ao conflito com o Irã, descrevendo a situação como extremamente perigosa e imprevisível.“Os ataques a civis e à infraestrutura civil precisam acabar. Se forem deliberados, esses ataques podem constituir crimes de guerra”, disse ele ao conselho.