Família de PM Gisele faz abaixo-assinado para expulsão de tenente-coronel

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A família da policial militar, Gisele Alves Santana, começou um abaixo-assinado pedindo a expulsão do tenente-coronel, Geraldo Leite Rosa Neto, da PMSP (Polícia Militar de São Paulo). O documento já acumula mais de 11 mil assinaturas.Geraldo, marido de Gisele, está preso pela morte da soldado. Ela foi assassinada, na manhã de 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça, no apartamento em que vivia no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Leia Mais Violência doméstica: 98% de cidades do PE não tem protocolo de atendimento Morte de Sara Mariano: três são condenados a até 34 anos de prisão na Bahia Ex-diretor de presídio suspeito de feminicídio é preso em Aracaju (SE) No documento, os familiares afirmam sobre a necessidade de uma apuração rigorosa e transparente do feminicídio. O caso inicialmente foi tratado como suicídio, mas foi descartado após a perícia.O tenente-coronel é acusado de ter assassinado a esposa e ter adulterado a cena do crime, comprometendo a investigação. A família reforça sua indignação pelo fato de Geraldo ainda manter sua patente, apontando “abuso de poder e condutas incompatíveis com os princípios da Polícia Militar, como honra, disciplina, respeito à vida e responsabilidade”.Eles ainda acrescentam no abaixo-assinado:“Nenhuma farda pode servir de escudo para condutas abusivas. Pelo contrário, ela deve representar proteção, exemplo e compromisso com a lei.Diante da gravidade do caso, viemos através da nossa voz, pedir a expulsão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, defendemos que haja apuração rigorosa e com base em tudo que já consta no processo, pedimos a aplicação da sanção máxima: a perda do posto e patente.Este não é um pedido de julgamento antecipado, mas de justiça, responsabilidade e respeito.”A CNN Brasil tenta contato com a defesa do tenente-coronel. O espaço segue aberto.Possível expulsão de tenente-coronelA Polícia Militar abriu um processo para expulsar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto da corporação após a morte da esposa dele, a também policial militar Gisele Alves Santana. A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico, na manhã de sexta-feira (27).Segundo o secretário, o processo corre em paralelo às investigações. Além disso, ele afirma que mesmo que Geraldo ainda não seja condenado, ele pode ser expulso da Polícia Militar.Ainda de acordo com Nico, o processo de expulsão é julgado por uma comissão e garante o direito à ampla defesa e contraditório, o que pode o tornar demorado. Outro ponto destacado é que, caso haja absolvição do tenente-coronel na Justiça por “inexistência do fato” ou “negativa de autoria”, a PM pode ser obrigada a não expulsá-lo da corporação.Conforme o secretário, no momento em que Geraldo adentrou no sistema prisional, ele teve o salário cortado.Caso PM Gisele: Câmera corporal mostra reação de suspeito Relembre o casoA policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta na manhã de 18 de fevereiro, no apartamento em que vivia no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Inicialmente, o caso era investigado como suicídio mas passou a ser visto como morte suspeita.A investigação da morte da soldado Gisele foi alterada de suicídio para feminicídio devido a uma série de inconsistências na cena do crime, laudos periciais que indicam violência física e o histórico de relacionamento abusivo com o marido, o tenente-coronel.As principais evidências que motivaram essa mudança inclui: marcas de agressão, dinâmica do disparo, estado do sangue da vítima, lacuna temporal, ausência de cartucho e posição da arma.Atitude e conduta do suspeito chamou a atenção de um bombeiro, que estranhou o fato de a arma estar “bem encaixada” na mão da vítima, com o dedo fora do gatilho e sem sinais de espasmo ou rigidez cadavérica, sendo “muito fácil” retirá-la.Imagens de câmeras e depoimentos confirmaram que o tenente-coronel tomou banho e trocou de roupa logo após o crime, ignorando orientações para preservar vestígios, como o exame residuográfico em suas mãos.Uma testemunha afirmou que, horas após o crime, três policiais militares foram ao apartamento realizar uma limpeza no imóvel.Testemunhas relataram que Geraldo não aparentava desespero, estava com o corpo seco e não tentou prestar primeiros socorros à esposa.Com base nesses elementos, Geraldo Leite Rosa Neto foi preso preventivamente por feminicídio e fraude processual.