Receita Federal envia auditor para debater regras sobre criptomoedas na sede da OCDE em Paris

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A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) confirmou a viagem de um auditor para a França na sexta-feira (27), quando o governo federal autorizou o deslocamento do servidor público para um evento sobre regras fiscais de criptomoedas.O documento oficial divulgado no diário da união detalha a liberação de João Paulo de Carvalho Couy e o profissional viaja com todas as despesas pagas pelos cofres públicos para a capital francesa.A autorização assinada pelo secretário Robinson Sakiyama Barreirinhas prevê a ausência do fiscal entre os dias 11 e 16 de abril. O período estipulado abrange os dias úteis de trabalho na Europa e o tempo de trânsito internacional.Couy atua na Coordenação de Programação e Estudos da autarquia federal no território nacional. Vale destacar que a ida do servidor reforça a atenção do governo brasileiro sobre o mercado de criptomoedas.Encontro global sobre impostos de criptomoedasO auditor brasileiro tem presença garantida na 12ª Reunião do Grupo do Marco de Declarações sobre Criptoativos. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) promove o encontro entre os países parceiros.O evento na cidade de Paris foca em estratégias padronizadas para rastrear o fluxo financeiro em blockchain, com as nações participantes na procura de meios conjuntos de evitar a evasão fiscal no ecossistema de criptomoedas.As diretrizes debatidas na França podem moldar as futuras cobranças de impostos no Brasil. O bloco econômico exige clareza sobre o patrimônio mantido em carteiras de moedas fora do sistema bancário convencional.O marco regulatório internacional propõe a troca de dados entre os governos de forma automática. Essa cooperação de fronteiras fecha o cerco contra investidores habituados a burlar o pagamento de tributos.As plataformas de negociação globais sentem a pressão das autoridades tributárias de diversos continentes. Os diretores da OCDE cobram regras rígidas para todas as corretoras com operações abertas neste setor financeiro.Pressão sobre os investidores locaisO Brasil segue uma pauta fixa de adequação às normas internacionais de controle financeiro. Assim, a RFB aperta a vigilância sobre as transações de compra e venda de moedas em corretoras.Os contribuintes brasileiros enfrentam o risco de malhas finas com regras focadas em transações virtuais. A autarquia exige o preenchimento correto das declarações anuais sob pena de multas financeiras pesadas.O Estado instituiu impostos sobre lucros obtidos no exterior e em plataformas estrangeiras nos últimos anos. O cruzamento de dados alcança pessoas físicas e empresas com posições financeiras em tecnologias de blocos.A ida de um representante para a Europa demonstra a postura da instituição perante o debate mundial e as propostas elaboradas no evento francês podem impactar a rotina dos investidores brasileiros em breve.Alinhamento com potências financeirasO bloco internacional lidera as ações primárias de controle de capitais em ambientes operacionais descentralizados. A aproximação do fisco brasileiro com os reguladores globais acelera a aplicação de sanções em solo nacional.Os auditores trocam experiências diretas sobre fraudes e ocultação de bens com parceiros de outros países. O Brasil busca consolidar uma cadeira de destaque nestes fóruns restritos de decisões conjuntas. Isso porque, a participação nos debates garante uma influência sobre o formato final das legislações.De qualquer forma, o encontro do mês de abril ditará os próximos passos das apurações contra a sonegação de lucros. Vale lembrar que o fisco brasileiro planeja integrar os sistemas nacionais aos bancos de dados de outras jurisdições parceiras.Fonte: Receita Federal envia auditor para debater regras sobre criptomoedas na sede da OCDE em ParisVeja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.