Israel volta atrás e libera acesso de cardeal ao Santo Sepulcro

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Israel afirmou neste domingo (29) que o patriarca latino de Jerusalém terá acesso imediato à Igreja do Santo Sepulcro, depois que a polícia o impediu de celebrar ali a missa do Domingo de Ramos, alegando motivos de segurança.O bloqueio do patriarca, algo inédito há séculos, ocorreu no dia que marca o início da Semana Santa para a Igreja Católica e foi condenado pela diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, que denunciou uma “violação da liberdade religiosa”.No entanto, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu reverteu a medida.“Instruí as autoridades competentes para que concedam ao cardeal Pierbattista Pizzaballa acesso total e imediato à Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém”, escreveu no X o primeiro-ministro.O Patriarcado Latino, uma diocese católica com fiéis em Israel, nos territórios palestinos, na Jordânia e no Chipre, informou que a polícia impediu a entrada de Pizzaballa e do pároco na Igreja do Santo Sepulcro quando eles pretendiam celebrar a missa do Domingo de Ramos.“Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os dirigentes da Igreja foram impedidos de celebrar a missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, diz um comunicado do Patriarcado.“Este incidente constitui um grave precedente e demonstra uma falta de consideração pela sensibilidade de bilhões de pessoas em todo o mundo que, durante esta semana, voltam seus olhos para Jerusalém”, destacou o Patriarcado Latino.Desde que a guerra eclodiu no Oriente Médio em 28 de fevereiro, as autoridades israelenses proibiram grandes aglomerações, inclusive as programadas para sinagogas, igrejas e mesquitas. Os atos públicos estão limitados a 50 pessoas.Mas Netanyahu explicou que, nos últimos dias, o Irã “atacou repetidamente os lugares sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém com mísseis balísticos”, e que, em um desses casos, “fragmentos caíram a metros da Igreja do Santo Sepulcro”.O premiê indicou que foi para proteger os fiéis que se “abstivessem temporariamente” de visitar os locais religiosos na Cidade Antiga de Jerusalém.*AFP