JSL (JSLG3) lucra R$ 29,5 milhões no 4º trimestre de 2025, queda anual de 16,5%

Wait 5 sec.

A JSL (JSLG3) divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025 na noite desta terça-feira (24). A companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 29,8 milhões no 4T25, com queda de 16,5% na comparação com o mesmo período de 2024. Sem ajustes, o recuo foi de 54,6%, a R$ 10,3 milhões, contra os R$ 22,7 milhões do 4T24. Em entrevista ao InfoMoney, o CEO da companhia, Guilherme Sampaio, afirmou que a linha foi diretamente impactada pelos juros. “Em uma palavra? Não tem muita ciência, é o patamar de juros”, diz. Leia mais: Confira o calendário de resultados do 4º trimestre de 2025 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 4T25 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoNo documento de divulgação de resultados, a companhia também explicou que o resultado segue pressionado pelo patamar elevado do CDI, mesmo com compensação parcial pela redução de spread de dívidas e por amortizações que a companhia já realizou. “Ainda assim, o patamar de juros consumiu o benefício do resultado operacional. Obviamente, agora a gente já viu o Banco Central com o primeiro corte. E aí, sem dúvida nenhuma, temos expectativa de ver uma JSL menos alavancada, com o patamar de juros declinando, aí é um benefício duplo ao nosso resultado na última linha”, afirma. O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 505 milhões, com alta de 16,4%. Sem ajustes, a alta ainda foi de 15,8%, em R$ 497 milhões. A margem Ebitda ajustado ficou 3,2 pontos percentuais mais alta, em 20,6%. Sem ajustes, a margem Ebitda ficou similar, em 20,3%.Novos movimentosSampaio afirmou que, entre as linhas que mais recuaram, está o capex (gasto com investimentos, em inglês), que caiu 86,7% de um ano para o outro, em R$ 14,5 milhões no 4T25, contra R$ 108,6 milhões no mesmo período do ano passado. A justificativa está em uma mudança de movimentação da companhia, que passou a alugar ativos ligados aos contratos, em vez de realizar aquisições. A mudança também deve impactar positivamente no processo de desalavancagem da companhia. “Eu não estou dizendo que eu não estou crescendo. Eu só mudei a forma de financiar o crescimento via CAPEX. Hoje, a gente optou por alugar versus comprar”, afirma. Em novos contratos, a companhia ficou com R$ 829 milhões no 4T25, com prazo médio de 57meses e R$ 4,9 bilhões em 2025 no ano fechado, com prazo médio de 70 meses. A receita líquida teve crescimento de 6,5% entre os anos de 2025 e de 2024, em R$ 9,6 bilhões. A companhia faz a ressalva de que, excluindo impactos de outra movimentação intencional realizada no ano, a alta seria de 10%. A JSL deixou de se posicionar no segmento de transporte de grãos e, além disso, realizou o redimensionamento de contratos não rentáveis no segmento de químicos. “Saímos dessa operação pela questão da rentabilidade e aí você vê exatamente o impacto inverso e positivo dessa decisão, que é um crescimento de margem de 3,2 pontos percentuais”, afirma o CEO. A geração de caixa ficou em R$ 712 milhões, considerando pagamento de juros, arrendamento de direito de uso e aquisição de empresas. Segundo o CEO, a forte geração garante mais avanços no processo de desalavancagem, que é o grande desafio da companhia em 2026. No quarto trimestre de 2025, a redução foi de 0,4x a dívida líquida sobre o Ebitda, ficando em 2,9x. Os últimos meses também foram marcados pela divisão da companhia em três unidades de negócios. Uma delas, a Intralog, se tornará empresa separada a partir de abril. A estrutura foi reorganizada em: JSL Serviços Dedicados, Intralog e JSL Digital. A primeira, que representa 75% da receita da JSL, se divide em modelo de agregados e terceiros, com utilização de motoristas autônomos, proprietários dos ativos (caminhões), subcontratados para atender clientes que demandam maior flexibilidade operacional em função da variabilidade de demanda. No modelo de frota própria, é realizado o atendimento de operações de transporte dedicado que requerem soluções customizadas e maior especificidade de ativos, com veículos próprios ou alugados e equipe especializada para a prestação dos serviços. Já a JSL Digital, uma plataforma 100% asset light, focada na integração entre embarcadores e motoristas autônomos. A unidade cresceu 25% por trimestre desde a sua criação e, mesmo representado 5% hoje dos negócios da companhia, tem potencial de crescimento. “A gente precisou ser mais leve e ter uma cabeça mais digital. E não é que a gente digitalizou o processo da JSL, a gente trouxe um time de fora, com cabeça nativa digital, para repensar o nosso modelo de conexão com o cliente”, afirma Sampaio.The post JSL (JSLG3) lucra R$ 29,5 milhões no 4º trimestre de 2025, queda anual de 16,5% appeared first on InfoMoney.