Duas pessoas foram detidas na madrugada deste domingo (29) no âmbito da investigação sobre o atentado frustrado contra a sede do Bank of America em Paris, anunciou o serviço nacional antiterrorista da França (Pnat) à AFP.Além disso, a custódia policial de um menor detido no sábado (28) “foi prolongada”, acrescentou o Pnat. No total, três pessoas estão sob vigilância policial.O ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, afirmou que o caso tem “relação” com a guerra no Oriente Médio.Neste domingo, Nuñez pediu às forças de segurança que redobrassem as “medidas de vigilância” em toda a França.“O contexto inerente às operações israelenses e americanas no Irã e o nível de ameaça impõem” o “mais alto grau de atenção”, escreveu o ministro em um telegrama, ao qual a AFP teve acesso.O que aconteceuNa madrugada de sábado, a polícia francesa impediu um atentado em frente aos escritórios do Bank of America em Paris ao deter o menor, que se preparava para detonar um artefato explosivo, indicaram à AFP fontes próximas do caso.Os fatos foram registrados por volta das 3h30 GMT (0h30 em Brasília), na rua Boétie, no centro-oeste de Paris, em frente aos escritórios do banco americano.O dispositivo consistia em um recipiente transparente de 5 litros cheio de líquido e um sistema de ignição, segundo uma das fontes.A carga útil incluía um rojão contendo aproximadamente 650 gramas de material explosivo, de acordo com os primeiros indícios.O menor detido estava acompanhado por um segundo indivíduo, que conseguiu fugir. De acordo com uma fonte policial, o suspeito explicou que o outro homem o levou até o local em um veículo.Também afirmou, segundo a mesma fonte, que foi recrutado através do aplicativo Snapchat para realizar esta ação em troca de 600 euros (pouco mais de R$ 3.600, na cotação atual).Desde o início da guerra no Oriente Médio, o ministro do Interior tem aumentado os pedidos de máxima vigilância às forças de segurança para proteger os opositores iranianos, as sedes de seus associações comunitárias, lugares de culto judaicos e interesses americanos, todos identificados como possíveis alvos de atos terroristas.*AFP