A posição de goleiro costuma concentrar, em poucos jogos, o peso de uma Copa do Mundo inteira. Desde 1994, quando a FIFA passou a oficializar o prêmio de melhor da posição, hoje chamado de Luva de Ouro, a lista de vencedores ajuda a contar a história recente dos Mundiais por um recorte decisivo.A premiação, que antes levava o nome de Prêmio Yashin, nunca foi entregue antes do torneio dos Estados Unidos. A partir dali, cada edição teve um protagonista sob as traves, nem sempre o campeão, mas quase sempre decisivo. Leia Mais Copa de 2026 já soma 500 milhões de pedidos por ingressos, revela Infantino Veja a lista de jogadores que marcaram em três ou mais Copas do Mundo Polícia do Canadá nega pedido de escolta para presidente da Fifa O primeiro da lista é Michel Preud’homme, destaque da Bélgica em 1994. Aos 35 anos, ele disputou apenas quatro jogos, mas manteve média de um gol sofrido por partida e ajudou a seleção a chegar às oitavas. Sua atuação marcou a estreia do prêmio e reforçou a ideia de que impacto pesa mais que longevidade no torneio curto.Quatro anos depois, em casa, Fabien Barthez foi sinônimo de segurança. Sofreu apenas dois gols em sete partidas e terminou com cinco jogos sem ser vazado, peça-chave na campanha do título francês. A eficiência estatística, um gol a cada 342 minutos, ainda figura entre as melhores da história.Em 2002, o prêmio foi para Oliver Kahn, talvez o exemplo mais claro de um goleiro carregando uma seleção. Com cinco jogos sem sofrer gols e apenas três bolas na rede em sete partidas, ele levou a Alemanha até a final e foi eleito também o melhor jogador do torneio, feito raríssimo para a posição.A Copa de 2006 consolidou Gianluigi Buffon como referência de regularidade. Campeão com a Itália, sofreu apenas dois gols em toda a campanha, um deles contra, repetindo números de elite e reforçando a fama de liderança e consistência em jogos grandes.O ciclo de domínio europeu seguiu em 2010 com Iker Casillas. Capitão da Espanha campeã, ele também sofreu só dois gols em sete jogos e protagonizou uma das defesas mais emblemáticas de finais de Copa, no duelo contra a Holanda.Quatro anos depois, no Brasil, Manuel Neuer redefiniu o papel do goleiro moderno. Além das defesas, atuou como líbero, saindo da área para interceptar jogadas e participando da construção ofensiva. Foi peça tática central no título alemão.Em 2018, na Rússia, o prêmio ficou com Thibaut Courtois. Mesmo com números menos impressionantes que alguns antecessores, seis gols sofridos, suas atuações em jogos decisivos, especialmente contra o Brasil, foram determinantes para o terceiro lugar da Bélgica.Já em 2022, no Catar, Emiliano Martínez protagonizou um roteiro de alta tensão. Sofreu oito gols, mas brilhou nas disputas de pênaltis, com três defesas ao longo do mata-mata, e foi decisivo na final contra a França, garantindo o título argentino.Como a Copa do Mundo com 48 seleções muda o caminho até o título