Denuvo é violado por hackers e 2K usa método extra de verificação contra pirataria

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A tecnologia de DRM Denuvo, controversa em alguns pontos e amplamente utilizada pela indústria para proteger jogos contra pirataria, foi completamente contornada por hackers por meio de uma nova técnica desenvolvida pelo coletivo MKDev e pelo modder DenuvOwO. Em resposta à situação, a 2K Games, editora de Borderlands e NBA 2K, uniu forças com a Denuvo e passou a implementar verificações online obrigatórias a cada 14 dias em alguns de seus títulos para PC.Segundo relatos do Pirat Nation e de Tom's Hardware, a medida já teria sido aplicada a jogos como NBA 2K25, NBA 2K26 e Marvel's Midnight Suns. Os hackers afirmam que a nova contagem regressiva não está devidamente divulgada nas páginas dos jogos na Steam nem nos respectivos termos de uso.A situação ocorre na mesma semana em que surgiram relatos de que a PlayStation teria adicionado um prazo de 30 dias para novas compras digitais de PS4 e PS5 — embora a Sony ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre o assunto.Jogos com Denuvo foram completamente burladosConforme relatado por Tom's Hardware, em 27 de abril a lista de jogos que ainda utilizavam o DRM Denuvo sem terem sido crackeados chegou oficialmente a zero. A contagem considera apenas jogos singleplayer — e não inclui MMORPGs e títulos que exigem conexão constante com servidores.O feito foi alcançado principalmente pelo coletivo MKDev e pelo modder DenuvOwO, responsáveis pelo chamado bypass baseado em hipervisor (HVB). A técnica instala um driver em nível de kernel capaz de interceptar e responder às verificações de segurança do Denuvo, contornando o sistema sem removê-lo dos jogos.Na prática, o Denuvo ainda está presente nos títulos, mas deixou de funcionar como deveria — permitindo que versões hackeadas de jogos AAA sejam distribuídas no mesmo dia do lançamento. Há ainda indícios de que burlar o DRM resultou em melhorias de desempenho em alguns títulos, como Resident Evil Requiem, o que pode levar jogadores legítimos a adotar o método.O impacto vai além da pirataria. A discussão sobre preservação de jogos também ganhou força, já que versões crackeadas historicamente permitem que títulos sigam jogáveis mesmo após o abandono pelo desenvolvedor ou remoção das lojas digitais.2K revida com verificação online a cada 14 dias para seus jogosDe acordo com Pirat Nation e Tom's Hardware, a 2K e a Denuvo se uniram para adicionar uma nova camada de segurança a alguns jogos da editora. Os títulos afetados passaram a usar um "token de autorização offline fixo" que expira a cada duas semanas.Após o vencimento do token, o jogo fica inacessível até que o jogador conecte o dispositivo à internet e permita que o título faça um ping nos servidores da Denuvo para renovar a autorização — reiniciando o contador de 14 dias. Como observado por Tom's Hardware, esse mecanismo não pode ser contornado pelo bypass atual, pois envolve uma chamada e resposta direta aos servidores reais da empresa.A medida tem implicações práticas: jogadores que ficarem mais de duas semanas sem acessar os títulos afetados, inclusive em dispositivos portáteis como o Steam Deck sem conexão disponível, podem se ver impedidos de jogar. Tanto o Pirat Nation quanto hackers afirmam que essa limitação não está devidamente informada nas páginas dos jogos na Steam nem nos termos de uso dos títulos. Até o momento, a 2K Games não emitiu um comunicado oficial confirmando ou detalhando a implementação das verificações de 14 dias.Enquanto isso, Sony também enfrenta polêmicas com DRMNa mesma semana, a PlayStation também se viu no centro de uma polêmica envolvendo DRM. Jogadores de PS4 e PS5 relataram que títulos digitais adquiridos recentemente passaram a exibir informações de prazo de validade de licença — com indicações de que o acesso poderia expirar caso o console ficasse muito tempo sem se conectar à internet.Investigações de comunidades dedicadas à preservação de jogos, como o grupo DoesItPlay, sugerem que compras realizadas antes de março de 2026 não seriam afetadas e que o comportamento pode ser resultado de um bug introduzido em atualizações recentes do sistema. O Voxel entrou em contato com a divisão PlayStation Brasil para esclarecer a situação, mas não obteve resposta até o momento da publicação. A Sony segue sem se pronunciar oficialmente — enquanto o silêncio da empresa tem alimentado dúvidas na comunidade, especialmente entre defensores da preservação de jogos digitais.E você, o que acha da violação do Denuvo e das medidas tomadas pela 2K em resposta? Conta pra gente nas redes sociais do Voxel!