A Petrobras iniciou nesta quinta-feira (30) a primeira produção de ureia desde a retomada das operações da Ansa (Araucária Nitrogenados), marcando mais um passo na reativação da subsidiária paranaense. A fábrica esteve hibernada desde 2020 e a retomada da operação exigiu investimentos de R$ 870 milhões e faz parte do plano da companhia de retornar ao segmento de fertilizantes. Desde 2024, a preparação da fábrica incluiu manutenções, inspeções, teste operacionais, contratação de serviços e recomposição de equipes. Segundo a Petrobras, o processo gerou mais de dois mil empregos, além de 700 postos de trabalho diretamente na operação da fábrica. Leia Mais CNN Talks debate rumos e perspectivas para agro durante a Agrishow Guerra no oriente médio eleva preço de fertilizantes Vale sobe lucro líquido em 36% no 1º tri, anotando US$ 1,9 bilhão “Estamos retomando uma operação estratégica. A Ansa volta a produzir ureia em um momento em que ampliar a capacidade interna desse insumo é cada vez mais relevante para o Brasil”, afirma o diretor industrial e presidente interino da Ansa, Marcelo dos Santos Faria. A Ansa tem capacidade de produção de 720 mil toneladas/ano de ureia, o que corresponde a cerca de 8% do mercado nacional de ureia. A retomada da Ansa se soma ao retorno da produção das unidades FAFEN-BA, na Bahia, em janeiro de 2026, e FAFEN-SE, em Sergipe, em dezembro de 2025. Com a comercialização da produção das três fábricas, a participação da Petrobras no mercado interno de ureia deve alcançar aproximadamente 20%. A Petrobras também avança na conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), com previsão de entrada em operação comercial em 2029. Com a nova planta, a expectativa é que a companhia passe a atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia nos próximos anos. China restringe exportação de fertilizantes e pressiona mercado global | CNN NOVO DIA