Itaú BBA inicia cobertura da Bradsaúde; potencial de valorização das ações é 30%

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O Itaú BBA iniciou a cobertura das ações da Bradsaúde, cujo ticker será SAUD3 a partir da próxima terça-feira (5), com recomendação de compra das ações, estabelecendo um preço-alvo de R$ 19,00 por ação para o final de 2026. A análise projeta um potencial de valorização de 30% em relação aos níveis atuais da OdontoPrev (ODPV3), fundamentada em uma jornada sólida de ganho de participação de mercado e no amadurecimento dos investimentos em hospitais. De acordo com os analistas, o valuation atual de 10 vezes o P/L (Preço/Lucro) para 2026 não reflete totalmente o crescimento esperado para a companhia. “Acreditamos que o múltiplo atual falha em refletir totalmente o CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de lucros de aproximadamente 15% e um rendimento de dividendos de 7%”, diz relatório do Itaú BBA.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoA tese de investimento destaca que a companhia superou incertezas elementares sobre a sustentabilidade de sua lucratividade e a eficácia da parceria Atlântica D’Or. Além disso, o relatório aponta que a Bradsaúde retomou adições líquidas saudáveis desde 2025, apoiada por uma estratégia que equilibra produtos acessíveis com coparticipação e categorias premium. Segundo o banco de investimentos, a empresa está competindo simultaneamente no segmento acessível e na categoria premium de apartamento, “em vez de perseguir um posicionamento único”, diz relatório do Itaú BBA.Expansão regionalA Bradsaúde apresenta ganhos de participação de mercado em todas as cinco principais áreas metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Brasília. De acordo com o documento do BBA, a expansão é ampla e comercialmente fundamentada, com pontos de inflexão onde a empresa passou a ter hospitais próprios ou participações em unidades de saúde.Essa estratégia permite que a empresa passe a competir simultaneamente em diferentes faixas de renda, o que colabora para que haja uma penetração mais profunda.A análise técnica do banco confirma que a trajetória de participação da companhia “flete para cima” após o credenciamento de unidades da Atlântica D’Or (que ocorreu após a joint venture entre o grupo e a Rede D’Or). Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe e volta aos 187 mil pontos; VALE3 sobe 2%Bolsas dos EUA operam com ganhos em meio a balanços, PIB e guerra Em Guarulhos e Campinas, SP, a penetração subiu 0,7 e 0,3 pontos percentuais respectivamente desde o lançamento ou aquisição de participações. O cenário para o estado de São Paulo, segundo o relatório, é considerado particularmente favorável pelos especialistas. O lançamento dos hospitais Einstein Vila Mariana e Mater Dei Santana, somado a oportunidades no interior em cidades como Taubaté e Ribeirão Preto, deve sustentar o crescimento de longo prazo. Embora ativos recentes como o Glória D’Or e a Maternidade São Luiz Star ainda não tenham um histórico longo para teste, a configuração atual é vista como positiva para manter o ritmo de novos clientes.LucratividadeO Itaú BBA define a operação de seguros da Bradsaúde como estruturalmente forte. O lucro operacional foi de um prejuízo de R$ 11 bilhões em 2022 para um lucro de R$ 10 bilhões em 2025. A operação de seguros da Bradsaúde está estruturalmente mais forte, com o ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) recuperando-se para 38%, nível superior ao período pré-pandemia. Para os analistas, a manutenção dessa rentabilidade depende da continuidade das medidas de eficiência operacional. “Um controle de fraude mais rigoroso, um mix crescente de produtos com coparticipação e mais ferramentas de normalização da MLR (Taxa de Sinistralidade) continuam apontando na direção certa”, diz o documento.Apesar da melhora estrutural, o relatório aponta uma possível desaceleração no ritmo de crescimento dos lucros no curto prazo. Essa moderação deve ocorrer devido ao fim do ciclo de reajustes agressivos de preços e a uma dinâmica de provisões para sinistros menos favorável do que a vista em 2025. O banco sinaliza que o IBNR (Sinistros Ocorridos mas Não Avisados) teve um comportamento muito moderado em 2025, o que pode não se repetir em 2026, gerando pressão natural nos resultados operacionais.Entretanto, a geração de caixa permanece robusta. O fluxo de caixa deve ser sustentado pela distribuição de JCP (Juros sobre Capital Próprio), que reduz a alíquota efetiva de impostos, e pela maturação dos lucros vindos da Atlântica D’Or, Odontoprev e Fleury (FLRY3). “Nossa expectativa de um FCF (Fluxo de Caixa Livre) forte e a maturação dos lucros da Atlântica devem compensar com folga esses ventos contrários, sustentando um crescimento de 10% no lucro de 2027”, diz relatório do Itaú BBA.Avaliação Segundo o relatório do Itaú BBA, os analistas utilizam uma metodologia que leva em consideração a diversificação do negócio entre seguros e hospitais. Para a vertical de seguros, que engloba a Bradesco Saúde, Bradesco Operadora, Mediservice e Odontoprev, o banco aplicou o DDM (Modelo de Desconto de Dividendos), resultando em um valor de patrimônio líquido de R$ 46,6 bilhões. Para o segmento hospitalar, o cálculo baseou-se em um DCF (Fluxo de Caixa Descontado) independente para a Atlântica D’Or.As projeções do BBA indicam que a Atlântica D’Or deve entregar um lucro líquido de R$ 413 milhões em 2026 e R$ 552 milhões em 2027. A participação de 50% da Bradsaúde nessa operação contribui significativamente para o resultado de equivalência patrimonial consolidado. O valuation também incorpora fatias no Grupo Santa, Novamed, Croma Oncologia e a participação de 24,9% no Fleury (FLRY3). “A ação negocia a um P/L pouco exigente de 10x para 2026 e 9x para 2027”, afirmam os analistas, reforçando o conforto com o caso de re-rating (revisão de múltiplos) do ativo.The post Itaú BBA inicia cobertura da Bradsaúde; potencial de valorização das ações é 30% appeared first on InfoMoney.